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Modo de Fabricação:
CONSIDERAÇÕES
Geralmente é produzido em maior escala nos
meses de setembro e outubro, pois as condições climáticas do inverno
europeu são propícias para o processo de cura dos queijos. Cavernas de
cura são construídas nas escarpas rochosas dos Alpes, especialmente
perto de Lecco, e recentemente, a produção se estende durante todo o
ano. É queijo macio, gordo, de massa crua, produzido exclusivamente com
leite integral de vaca, possui formato cilíndrico, é alto, reto com face
plana, dimensões: altura - 16 a 20cm e diâmetro - 25 a 30cm. Sua crosta
é áspera, rosada, revestida com papel alumínio quando pronta para
consumo, seu peso médio, por forma é de 6 a 13 kg, a massa úmida de cor
branca ou amarelada, é matizada pelo desenvolvimento de mofo. Seu sabor
é ligeiramente picante, e a gordura no extrato seco é de 48% (mínimo).
TECNOLOGIA DE FABRICAÇÃO
Deve-se pasteurizar o leite fresco (com 3,4 a 3,5% de gordura) e aquecê-lo
a 30°C. Adiciona-se o fermento, uma cultura termofilica (Lactobacillus
bulgaricus e Streptococcus thermophilus), com acidez de 100 a 120°D.
Adiciona-se também, 0,05% de uma cultura de Streptococcus diacetilactis,
cuja finalidade, além de produzir ácido, é promover a abertura da
massa, uma vez que este microorganismo produz gás. A abertura da massa,
auxilia o crescimento do mofo no interior do queijo. Entretanto, o
queijeiro deve ficar atento ao problema de excesso de produção de gás
pelo Streptococcus diacetilactis, que pode produzir defeitos no queijo. A
adição de fermento ao leite aumenta a acidez de 1,5 a 2,0°D. Após o
fermento, adiciona-se o mofo (Penicilium roqueforti).
A quantidade de mofo (penicilium) a ser utilizada depende de sua própria
atividade.E que fatores inerentes à tecnologia de fabricação e às
condições de maturação também afetam o desenvolvimento do mofo.
Dentre eles, ressaltam-se a umidade relativa do ar, a temperatura de
maturação, a disponibilidade de oxigênio e o pH da massa. Como referência,
1,0g de mofo (Penicilllum roqueforti) é suficiente para 1.000 litros de
leite.
A seguir, sob constante agitação, adiciona-se o coalho de modo a obter a
coagulação em 15 - 20 minutos (3g de coalho comercial 1:40.000/100
litros de leite). A coalhada é cortada quando estiver firme e de modo a
obter cubos de 3 a 4 cm de aresta. A seguir, deixa-se a massa em repouso
por cerca de 5 minutos. O soro adquire coloração esverdeada. A seguir,
faz-se uma mexedura, lentamente, de modo a diminuir a perda de proteínas
e gordura no soro e reduzir o tamanho dos grãos ao de uma azeitona. Esta
agitação toma cerca de 5 minutos. Deixa-se então a coalhada repousar no
fundo do tanque por 10 minutos, a fim de facilitar a dessoragem e
depositar toda massa caseosa. A acidez do soro deverá ser de 12,5 a 14°D,
após o repouso. Após retirar cerca de 1/3 do volume de soro, com sifão
ou bomba, procede-se à extração da massa. Em um estrado forrado com
tela de nylon, esta é coberta com um pano de queijo que permita o fácil
escoamento do soro. Deixa-se então, dessorar a coalhada, até adquirir
consistência firme que permita a enformagem. A enformagem é feita
colocando-se nas formas camadas alternadas de massa e sal. O sal é
aspergido de tal forma que sua proporção no leite seja de 1,1 kg/100
litros de leite, o que corresponde a 6-7% de sal na massa no momento da
enfermagem.
São utilizadas duas formas para cada queijo com diâmetro de 20 cm,
altura de 13 cm. Uma delas é completamente cheia, enquanto que a outra é
completada somente até a metade. Após 5 minutos vira-se a forma mais
cheia sobre a que contém menor volume. Isto promove a ligação das duas
massas. Após meia hora, efetua-se a segunda viragem. A seguir, efetuam-se
mais 3 viragens com intervalos de uma hora. O queijo é então deixado de
um dia para o outro, quando será novamente virado. O pH naquele momento
deverá ser de 5,2.
Quando o queijo não perder mais soro, inicia-se a salga. O sal é
espalhado na face superior do queijo e na lateral. A segunda salga é
feita no dia seguinte, salgando a outra face. Repete-se a operação, por
mais 2 ou 3 dias. A salga é realizada a 22-24°C e com umidade relativa
do ar a 90%. Antes de se iniciar a salga diária, é necessário remover
bem a camada viscosa formada sobre a superfície do queijo. Após o sal
ter sido distribuído, esfrega-se a superfície salgada com um pano, de
modo a distribuir igualmente as gotículas de água formadas em conseqüência
da higroscopia do sal.
Após o fim da salga, as formas do queijo são limpas e colocadas na câmara
de maturação. A cura compreende três fases: secagem, maturação e
conservação, que se efetuam em locais separados onde a umidade e a
temperatura são os principais fatores a serem controlados. A secagem
efetua-se em local limpo, bem ventilado, à temperatura de 10-15°C e
umidade de 80%. Durante esta fase, que dura de 5 - 10 dias, o queijo é
virado uma vez a cada dia ou de 2 em 2 dias. Segue-se a fase de maturação.
A temperatura, deve ser mantida a 5-7°C e a umidade a 90%. Após 15-20
dias da fabricação, os queijos são perfurados. A superfície deve ser
raspada e limpa. A seguir, por meio de máquina própria ou manualmente,
perfuram-se os queijos em ambas as faces. Isto permite a introdução de
ar no interior do queijo, o que constitui um dos fatores indispensáveis
para o desenvolvimento do Penicillium. No caso de haver dificuldades em
obter umidade elevada na câmara de maturação, cria-se um microambiente
individualizado para cada queijo. Para isto, coloca-se um saco plástico
semi-rígido sobre cada queijo. A evaporação do próprio queijo satura
de umidade o ambiente, e a alta umidade necessária à maturação do
Gorgonzola é obtida.
A maturação termina quando a massa do queijo torna-se macia, apresenta
coloração amarelada, intensa e extensa ramificação do crescimento do
mofo, sabor ligeiramente picante e crosta rosada tendendo a rachar. Assim
o queijo está pronto para o consumo, dois meses após a fabricação. No
caso do produto não ser imediatamente comercializado, ele poderá ser
conservado em local de baixa temperatura (2-4°C), e umidade de 95%.
Respeitando-se estas duas últimas condições, paralisa-se a atividade
microbiana e evita-se a evaporação.
O Gorgonzola pode ser seccionado ao longo de sua circunferência em duas
partes iguais. A seguir, estas fatias são envoltas em papel alumínio.
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