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 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 20, DE 21 DE JULHO DE 1999.

 O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV, do Regimento Interno da Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1998, resolve:

 

Art. 1º Oficializar os Métodos Analíticos Físico-Químicos, para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura, em conformidade ao anexo desta Instrução Normativa, determinando que sejam utilizados no Sistema de Laboratório Animal do Departamento de Defesa Animal.

Parágrafo único. A metodologia de que trata este artigo será atualizada, sempre que a inovação tecnológica assim recomendar, através de ato do Diretor do Departamento de Defesa Animal.

 

Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data da sua publicação, ficando revogada a Portaria da SDA n.º 70, de 3 de junho de 1998.

 

LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA

 

ANEXO

MÉTODOS ANALÍTICOS FÍSICO-QUÍMICOS PARA CONTROLE DE PRODUTOS CÁRNEOS E SEUS INGREDIENTES – SAL E SALMOURA

 

I - CONVENÇÕES

O termo água, descrito nas metodologias, será subentendido como água destilada, e água corrente como água de abastecimento.

Todos os cálculos de massa molar são baseados na tabela internacional de massas atômicas.

As substâncias químicas utilizadas devem possuir um grau de pureza suficiente para serem empregadas como reagentes. Os rótulos das mesmas devem trazer sempre, após o nome, a declaração "para análise".

Os reagentes listados abaixo, salvo especificação contrária, têm a concentração indicada:

 

REAGENTE                                                                              PORCENTAGEM

 

ácido sulfúrico                                                                           95,0-98,0% H2SO4

 

ácido clorídrico                                                                          36,5-38,0% HCl

 

ácido nítrico                                                                              69,0-71,0% HNO3

 

ácido nítrico (fumegante)                                                       90,0% HNO3

 

ácido acético                                                                            99,7% CH3COOH

 

ácido bromídrico                                                                        47,0-49,0% HBr

 

Hidróxido de amônio                                                             28,0-30,0% NH3

 

ácido fosfórico                                                                           85,0% H3PO4

 

Preparações comerciais de determinadas soluções devem ser testadas quanto a sua aplicabilidade, pois podem conter tampões, preservativos, agentes quelantes.

O termo solução, quando utilizado sem outra qualificação, refere-se a uma solução aquosa.

As expressões (1+2), (1+4), etc., usadas em conexão com os nomes dos reagentes, indicam que o primeiro numeral refere-se ao volume do reagente utilizado e o segundo ao volume de diluente da preparação. Por exemplo, a solução de ácido clorídrico (1+3) significa que 1 volume de ácido clorídrico foi diluído em 3 partes de água. Soluções descritas como 1:50 referem-se a 1 volume do reagente diluído ao volume final de 50.

O título da solução é expresso de modo que a primeira cifra indica a quantidade de substância a ser dissolvida e a segunda o volume total da dissolução.

A expressão de uma solução sob a forma de porcentagem pode estar em uma das quatro formas:

a) Por cento p/p (peso em peso), compreendida como x gramas da substância contidas em 100 g da solução;

b) Por cento p/v (peso em volume), expressando x gramas da substância em 100mL da solução;

c) Por cento v/v (volume em volume), significando xmL da substância em 100mL da solução;

d) Por cento v/p (volume em peso), expressando xmL da substância em 100 g da solução.

Instrumentos mais precisos podem ser substituídos por outros menos precisos, por exemplo, um espectrofotômetro por um colorímetro. O comprimento de onda, indicado no método, é compreendido como aquele onde haverá um máximo de absorbância.

Absorbância (A) é definida como o logarítmo negativo na base 10, da taxa de transmitância (T) da amostra, em relação à substância ou material de referência. Outras denominações propostas para esse termo são: densidade óptica e extinção.

Absortividade (a) significa absorbância por unidade de concentração e comprimento da célula. a = A/bc, onde b é a medida em centímetros do comprimento da célula e c significa a concentração em g/L. Outros nomes propostos são: coeficiente de extinção, índice de absorbância e .

Transmitância (T) refere-se à taxa de energia transmitida por uma amostra em relação à energia incidente, quando ambas são medidas na mesma linha espectral e com a mesma largura de fenda. O feixe luminoso é subentendido como uma radiação paralela que incide em ângulo reto ao plano paralelo à superfície da amostra. Outra denominação usada é transmissão.

Calibração - Os espectrofotômetros podem ser calibrados quanto à exatidão da escala do comprimento de onda usando-se como referência as linhas do Hg: 239,94 - 248,3 - 253,65 - 265,3 - 280,4 - 302,25 - 313,16 - 334,15 - 365,43 - 404,66 - 435,83 - 546,07 - 578,0 e 1014,0 nm. Para verificar a exatidão da escala de absorbância, prepara-se uma solução de 0,0400 g de cromato de potássio (K2CrO4) em 1000mL de hidróxido de potássio (KOH) 0,05 N. Determina-se a absorbância, em célula de 1 cm, nos seguintes comprimentos de onda: 230 nm, 0,171; 275 nm, 0,757; 313,2 nm, 0,043; 375 nm, 0,991 e 400 nm, 0,396.

Recuperação (R) do analito

Uma fração de um analito é adicionada a uma amostra (amostra fortificada) antes de proceder-se à análise. Em seguida, quantifica-se a substância nas amostras fortificadas e não fortificadas, utilizando-se a mesma metodologia. A porcentagem de R é calculada pela fórmula:

 

% R= CF - CN x 100

CA

onde:

CF = concentração do analito medida na amostra fortificada;

CN = concentração do analito medida na amostra não fortificada;

CA = concentração do analito adicionada.

Obs.: CA é o valor calculado, não o valor medido pelo método. A concentração do analito adicionada mais a quantidade presente na amostra antes da fortificação não devem exceder o valor real observado para o substrato utilizado. Também não devem exceder a faixa linear ótima da curva padrão. As amostras devem ser tratadas de maneira idêntica, durante o procedimento analítico, de modo a minimizar os erros experimentais.

A escala de temperatura usada é a centígrada (Celsius).

Lugar fresco significa que a temperatura não ultrapassa 25ºC; lugar frio significa que a temperatura não ultrapassa a 15ºC; água quente é aquela cuja temperatura situa-se entre 60 e 70ºC; e muito quente, entre 85 e 95ºC.

 

Unidades de comprimento

 

Milímetro                                              mm = 10 m

 

Micrômetro, microm ou m                 m = 10 m

 

Nanômetro                                            nm = 10 m

 

 

Unidades de volume

 

Mililitro, cm3 ou cc                                mL

 

Microlitro                                              mL

 

 

Unidades de massa

 

Micrograma ou mcg                             mg

 

Nanograma                                           Ng

 

 

1 nm = 10 m = 1m = 10 angstrons

ppm (parte por milhão) = mg/kg = g/g = mg/L

ppb (parte por bilhão) = g/kg = ng/g

 

Pesar exatamente, significa empregar balança analítica de precisão com resolução de até 0,0001g.

Ponderável é o adjetivo que se dá à quantidade de substância cujo peso supera a 0,0005 g.

Medir exatamente significa medir o volume de um líquido usando material volumétrico previamente calibrado.

A expressão "até peso constante" significa que a variação entre duas pesagens consecutivas não deve ultrapassar a 0,0005 g para cada grama de substância.

Banho-maria, sem a indicação de temperatura, é a denominação do processo de aquecimento onde o recipiente contendo a substância é mergulhado em água em ebulição. Tem o mesmo significado que banho de água fervente.

Densidade ou peso específico, representa a relação entre o peso aparente de uma substância ao ar a 25ºC e o peso de igual volume de água nas mesmas condições de temperatura e pressão.

Se não for indicada a temperatura, subentende-se que as reações ocorrerão à temperatura ambiente. Se não for especificado o tempo de duração da reação, a verificação dos resultados deverá ser imediata.

A presença de substâncias estranhas em quantidades não justificáveis e que não possam ser atribuídas aos processos de obtenção dos reagentes empregados, poderá induzir à interpretação do fato como adulteração intencional, cujas consequências estão previstas na legislação em vigor.

Impureza é toda a substância estranha presente na matéria-prima ou reagentes, oriunda do processo de obtenção, acondicionamento, conservação ou manipulação.

 

 Fatores de conversão

 

De                                                        Para                             Multiplicar por

 

mg%                                                    mg%                             1000

 

mg%                                                    mEq/L                          (10/Eqg)

 

mg%                                                    mg/L                             10

 

mg%                                                     mg%                            0,001

 

mg%                                                     mEq/L                         (0,01/Eqg)

 

mg%                                                     mg/L                             0,01

 

mEq/L                                                  mg%                            0,1 x Eqg

 

mEq/L                                                  mg%                             100 x Eqg

 

mEq/L                                                  mg/L                             Eqg

 

Molar                                                    mg/L                             1000 x massa molar

 

% em massa                                        ppm                              10.000

 

% em massa                                        ppm                              0,0001

 

mg/L                                                    mg                               %0,1

 

mg/L                                                    mg%                             100

 

mg/L                                                    mEq/L                          (1/Eqg)

 

mg/L                                                    g/L                               0,001

 

mg/L                                                    Molar                            (1/1000 x massa molar)

 

BIBLIOGRAFIA

FUNDAÇÃO CERTI. Curso metrologia e confiabilidade metrológica,. Florianópolis: Centros de Referências em Tecnologias Inovadas,1998.cap.6:Calibração.

INMETRO. Vocabulário internacional de termos fundamentais e gerais em metrologia. Duque de Caxias,RJ,1995.52p.

NORMAS. Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físicos e químicos para análises de alimentos.

3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 1985.Cap.1,p.1-3:Generalidades.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

OFFICIAL methods of analysis 15th ed. Arlington: Association of Official Analytical Chemists, 1990. p15-21: Definition of Terms and Explanatory Notes.

 

II - RECOMENDAÇÕES GERAIS

CUIDADOS GERAIS DE LABORATÓRIO

 

Usar sempre o material de proteção (luvas, óculos, máscaras, etc.) indicado para cada caso particular. Segurança é um dever e uma obrigação.

Manter sempre limpo o local de trabalho, evitando obstáculos inúteis que possam dificultar as análises.

Usar uniformes adequados, de preferência em tecido de algodão, longo e fechado com velcro.

Proteger muito bem os pés, usando calçados adequados, bem fechados.

Não correr dentro do laboratório.

Não comer, beber ou fumar.

Não usar nenhum objeto ou utensílio de laboratório para uso pessoal. Por exemplo, não tomar água em béquer.

Ler os rótulos dos reagentes com atenção (inflamável, tóxicos, etc.) e utilizar os mesmos com os devidos cuidados.

Tomar os cuidados necessários ao trabalhar com substâncias ácidas e básicas.

Quando for diluir ácidos fortes, adicionar sempre o ácido à água e nunca o contrário.

Ao preparar soluções que produzem reações exotérmicas fortes utilizar capela de exaustão e banho de gelo.

Não colocar as tampas dos frascos e pipetas sobre a bancada.

Ao preparar reagentes, rotular imediatamente os frascos, para evitar confusões.

Ao derramar alguma substância sobre a bancada ou chão, limpar imediatamente o local para evitar acidentes.

Não trabalhar e não deixar frascos com inflamáveis próximos de chamas ou resistências elétricas.

Não aquecer substâncias combustíveis (álcool, benzeno, etc.) sem os devidos cuidados. Usar manta térmica ou banho-maria.

Não inalar vapores de gases irritantes ou venenosos. Utilizar a capela de exaustão na presença dos mesmos.

Ter muita cautela ao testar um novo produto químico, não colocá-lo próximo ao nariz.

Nunca deixar sem atenção qualquer operação onde haja aquecimento ou reação violenta.

Não deixar sobre a bancada objetos aquecidos; se isto for necessário, avisar a todos os colegas.

Nunca trabalhar ou aquecer tubos de ensaio com abertura dirigida contra si ou outra pessoa. Direcionar para o interior da capela.

Não aquecer reagentes em sistemas fechados.

Ligar o exaustor sempre que houver escape de vapores ou gases no laboratório.

Antes de proceder a uma reação da qual não saiba totalmente os resultados, fazer uma, em escala, na capela.

Não trabalhar com material imperfeito, principalmente vidros. Improvisações são o primeiro passo para um acidente.

Após trabalhar com material tóxico, lavar bem as mãos, o local de trabalho e os materiais utilizados.

Lubrificar os tubos de vidro, antes de tampá-los com uma rolha.

Proteger as mãos com luvas apropriadas.

Não jogar nenhum material sólido dentro da pia ou nos ralos. Colocar em recipientes especiais para lixo. Quando não forem inflamáveis ou tóxicos, podem ser despejados na pia, com bastante água.

Ter o conhecimento da localização dos chuveiros de emergência, lavadores de olhos e extintores e saber utilizá-los corretamente.

Combustíveis e substâncias altamente inflamáveis devem ter local próprio e bem determinado no laboratório, pois podem inflamar-se acidentalmente devido a falhas nas instalações elétricas ou por elevação da temperatura local acima do ponto de ignição das mesmas.

Algumas substâncias se alteram à temperatura ambiente devendo ser conservadas em câmara fria, geladeira ou freezer.

Substâncias higroscópicas devem ser acondicionadas em dessecador.

Manter ao abrigo da luz substâncias fotossensíveis.

Em incêndio produzido por papel, madeira ou material que deixa brasa ou cinzas, usar água. Dirigir o jato de água para a base do fogo.

Os recipientes contendo líquido, quando se inflamam, devem ser cobertos com tela de amianto ou outro objeto apropriado para evitar a entrada de ar, apagando deste modo o fogo.

Não jogar água em fogo produzido por líquidos inflamáveis que não sejam miscíveis em água. Apague as chamas com extintores (espuma, pó químico ou CO2) ou abafe imediatamente.

Não usar extintores de líquido em circuítos elétricos, usar sempre extintores de CO2.

Ao se retirar do laboratório, verificar se não há torneiras de água ou gás abertas. Desligar todos os aparelhos, deixar todo o equipamento limpo e lavar as mãos. Fechar as janelas, apagar a luz e fechar a porta.

 

NORMAS DE COLHEITA DE AMOSTRAS

A colheita da amostra constitui a primeira fase da análise do produto.

Dentro do conceito de que a análise começa com a colheita da amostra, o serviço de colheita deve estar bem integrado com o laboratório, devendo haver sincronismo entre a remessa e a capacidade do laboratório em executar as análises.

As amostras para análises físico-químicas deverão ser enviadas separadas daquelas destinadas a análises microbiológicas.

As amostras devem ser enviadas em sua embalagem original para evitar modificações em suas características.

As amostras para análises físico-químicas deverão ser acondicionadas em recipientes limpos e íntegros (sem perfurações, rachaduras, etc.). A quantidade mínima de amostra a ser encaminhada deve ser de 500g (quinhentos gramas) nos casos onde forem solicitadas as provas de formaldeído, metabissulfito e bases volatéis totais aumentar em 200g de amostra para cada prova solicitada. Quando o peso unitário não atingir o mínimo aqui estabelecido, deverão ser colhidas tantas unidades quantas necessárias para se obter aquele quantitativo. Neste caso, cuidados especiais são necessários para que todas as unidades pertençam ao mesmo lote, partida, data de fabricação, etc., a fim de serem mantidas as características de homogeneidade da amostra.

Em casos especiais, a amostra poderá ser acompanhada de relatório adicional, contendo informações que possam auxiliar o analista na condução do seu trabalho.

As amostras deverão ser acompanhadas de indicação precisa dos tipos de análises a serem realizadas.

Depois de colhidas, as amostras deverão ser acondicionadas adequadamente para evitar qualquer alteração nas mesmas até sua chegada ao laboratório. Assim, as amostras de produtos facilmente perecíveis deverão ser acondicionadas em recipientes isotérmicos, embaladas em sacos plásticos e acompanhadas de gelo ou outra substância refrigerante, cuidando-se sempre para que não haja contato destes com a amostra.

As amostras que devem chegar congeladas ao laboratório serão acondicionadas em recipientes isotérmicos com gelo seco. Na falta deste, acondicionar a amostra (previamente embalada e posteriormente embrulhada em papel alumínio ou plástico) em recipiente isotérmico com a adição de gelo comum ou reciclado.

Providências especiais deverão ser tomadas para que o tempo decorrido entre a colheita da amostra e sua chegada ao laboratório seja o mais breve possível, recomendando-se que seja evitada a utilização de mecanismos que impliquem em estocagem intermediária entre o ponto de colheita e o laboratório.

Somente serão aceitas para análise, amostras acondicionadas em embalagem lacrada pela pessoa que efetuou a colheita, sugerindo-se, para tal a utilização de lacre ou outro tipo de fechamento hermético, que não possa ser violado sem que se torne evidente. Tal providência se faz necessária para evitar a substituição ou adulteração da amostra entre o ponto de colheita e o laboratório com reflexos no resultado da análise.

Todas as amostras que chegarem ao laboratório em condições diferentes das preconizadas serão recusadas, cabendo ao laboratório notificar a pessoa que realizou a colheita as razões da não aceitação.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de

Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes:

II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.L1-L 7: Recomendações gerais.

MANUAL de legislação: segurança e medicina do trabalho. São Paulo:Atlas,1997.

THE MERCK index. 10th ed. New Jersey, 1983.22p.

III - CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS E PREPARO DE AMOSTRA CARNE BOVINA E BUBALINA ("In Natura", Resfriada e Congelada)

 

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Uniforme, sem acúmulo sanguíneo, sem corpos estranhos, sem manchas escuras ou claras, ausência de limo na superfície. Aparência marmórea e brilhante. A gordura não deve apresentar pontos hemorrágicos.

1.2. Coloração: Uniforme, sem manchas escuras ou zonas claras, variando do vermelho rosado ao vermelho pardo. Com o envelhecimento, há escurecimento da superfície que progressivamente torna-se acinzentada ou esverdeada pela ação de microrganismos.

1.3. Consistência: Normalmente é firme, compacta, elástica e ligeiramente úmida. No início da putrefação, a superfície torna-se viscosa ou limosa e a carne perde a firmeza. A gordura deverá ser firme ao tato.

1.4. Odor: Suave, agradável e característico em carnes sãs, tornando-se amoniacal, sulfídrico e depois fétido. A gordura não deve possuir o odor de ranço.

 

2. Preparo da amostra

Retirar porções de várias regiões da peça sem grandes vasos, tecidos adiposos, aponevroses, etc.. Cortar em pedaços menores. Homogeneizar em moedor de carne com discos de 5mm de diâmetro ou em liquidificador à baixa rotação por 2 minutos. Analisar imediatamente. Para algumas determinações poderá ser acondicionada em frascos hermeticamente fechados e mantidos em congelador.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de

Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes:

II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.1.p.1: Carne Bovina "in natura".

 

CARNE SUÍNA

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto

Uniforme, sem manchas e ausência de limo. A superfície de corte da carne suína de boa qualidade tem aparência marmórea, sem flacidez e não exsudar suco.

1.2. Coloração

A carne suína de boa qualidade é mais clara que a bovina. Varia desde o vermelho róseo para carnes frescas, pálida em carnes exsudativas, até vermelho escuro em carnes duras e secas. A gordura da carne fresca é de coloração quase branca.

1.3. Consistência

Deve ser firme e compacta.

1.4. Odor

Odor deve ser agradável sendo mais intenso em animais velhos. Em adultos machos aparece, às vezes, odor hormonal desagradável. Esse odor aparece, com frequência, quando a carne é aquecida.

 

2. Preparo da amostra

Retirar porções de várias regiões da peça sem grandes vasos, tecidos adiposos, etc.. Cortar em pedaços menores e homogeneizar em multiprocessador. Analisar imediatamente.

 

BIBLIOGRAFIA

PRICE, J.F; SCHWEIGERT, B.S. Ciencia de la carne y de los productos cárrnicos [S.l.]: Acribia [19_ _]

 

CARNE DE AVES

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Uniforme sem acúmulo sanguíneo, sem corpos estranhos e sem manchas escuras. Possui fibras musculares finas.

A gordura nas aves se formam em depósitos no peritônio e no fígado, possuindo consistência oleosa de tonalidade amarela.

1.2. Coloração: Uniforme, sem manchas escuras ou claras, variando do amarelo avermelhado ao amarelo esbranquiçado. Os músculos do peito possuem tonalidade mais clara. Com envelhecimento há escurecimento da superfície pela ação de microrganismos.

1.3. Consistência: Normalmente é firme, macia e ligeiramente úmida.

1.4. Odor e sabor: Suave, agradável, característico e próprio. O sabor varia consideravelmente segundo a espécie, raça, idade da ave e principalmente segundo o regime alimentar.

 

2. Preparo da amostra

Retirar porções de várias regiões da carcaça. Cortar em pedaços menores. Homogeneizar em moedor de carne ou processador.

 

BIBLIOGRAFIA

ENGANA, C.S.Enciclopedia de la carne: aves y casa.Madrid:Espasa-Calpe,cap.5,p.202-241,1948.

 

CARNE DE EQÜÍDEO

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Uniforme, sem acúmulo sanguíneo, sem corpos estranhos e sem manchas escuras. Possui fibras musculares finas e compridas. A gordura é fluída (rica em oleína) granulosa, amarela, às vezes dourada.

1.2. Coloração:Vermelha-escura, uniforme e sem manchas escuras e claras. Com o envelhecimento há escurecimento da superfície pela ação de microrganismos.

1.3. Consistência: Firme, mas não escurecem tanto quanto a carne bovina, com o avançar da idade. Macia principalmente quando o animal é jovem.

1.4. Odor e sabor: Suave e característico. Sabor adocicado devido ao alto teor de glicogênio, as carnes de asininos e muares são mais macias e saborosas do que as de eqüinos.

 

2. Preparo da amostra

Retirar porções de várias regiões da carcaça. Cortar em pedaços menores. Homogeneizar em moedor de carne ou processador.

 

BIBLIOGRAFIA

PINTO, P.S. Carne de Eqüideos, Viçosa, MG: Imprensa Universitária.1991.35p.

 

PRODUTOS DE SALSICHARIA (Embutidos e não Embutidos)

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Próprio de cada produto e a superfície não deve apresentar-se úmida, limosa ou viscosa. O invólucro não deve estar danificado ou com presença de parasitas que tenham atingido a massa. Deve traduzir a utilização de tecnologia adequada para sua elaboração.

1.2. Coloração: Rósea nos produtos cozidos e avermelhada nos curados, sem manchas esverdeadas ou pardacentas.

1.3. Consistência: Deve ser própria e com maior ou menor firmeza, conforme o tipo de produto.

1.4. Odor e sabor: Devem ser próprios de cada produto.

 

2. Preparo da amostra:

Retirar os invólucros, quando necessário, cortar em pedaços, passar em máquina de moer carne com discos de 3 mm de diâmetro por 2 ou 3 vezes ou processador até que a amostra fique uma massa homogênea. Reservar os invólucros finamente divididos para análise de ácido sórbico, seus sais e corantes.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de

Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2, p.1:Salsicharia.

 

 

 

 

ENLATADOS

1. Avaliação da Embalagem e do Produto

1.1. Embalagem

1.1.1. Avaliação externa: Observar se há estufamentos ou amassamentos. Fazer teste de percussão. Verificar se as costuras estão intactas e se há oxidação. Verificar a data de fabricação, o nome do produto, fabricante e todos os elementos de identificação constantes do rótulo.

1.1.2. Avaliação interna: No momento em que se abre a lata, observar se há vácuo internamente, se há sopro de gases ou de ar ou, ainda, esguicho da parte fluída.

Se o produto contém caldo ou molho, deixar escorrer por 2 minutos todo o líquido de cobertura para uma proveta a fim de medí-lo.

Retirar toda a tampa e passar a parte sólida para outro recipiente. Quando a amostra for em bloco, tomar cuidado para que ela saia inteira.

Observar as condições internas da lata, verificando se não há falhas no verniz, pontos de oxidação principalmente junto às costuras e as condições da estanhagem.

1.2. Produto

1.2.1. Líquido de cobertura: Poderá ser caldo, molho ou óleo. Verificar aspecto, consistência, cor, odor e sabor.

1.2.2. Porção sólida: A amostra deve apresentar aspecto uniforme, ter coloração homogênea e não deve ter manchas ou pontos escuros provenientes do contato com a lata. Não deve apresentar defeitos de prensagem, ou seja, espaços vazios.

Observar também a presença de fragmentos metálicos.

O produto deve ter consistência firme, odor e sabor característicos.

Após fragmentação da amostra, deve-se observar se há presença de tecidos inferiores como cartilagens, aponevroses, etc..

 

2. Preparo da amostra

Nos enlatados em bloco, passar todo o conteúdo da lata em máquina de moer carne com discos de 3 mm de diâmetro, 2 ou 3 vezes, ou processador até obter uma amostra homogênea.

Nos enlatados com líquido, depois de ter escorrido o líquido por 2 minutos, proceder como acima descrito, usando a parte sólida e em seguida homogeneizar com a parte líquida. Acondicionar em vidro com tampa e analisar o mais rápido possível ou manter sob refrigeração.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.3,p.1-2:Enlatados.

 

CHARQUE E OUTROS PRODUTOS CURADOS

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Não deve apresentar-se seboso, amolecido, úmido ou pegajoso.

1.2. Coloração: Deve ser uniforme e característica.

1.3. Odor: Próprio e a parte gordurosa não deve apresentar odor de ranço.

1.4. Sabor: Próprio.

 

2. Preparo da amostra

Retirar porções da parte muscular de várias regiões do produto, reduzir a pedaços de menor tamanho e passar em processador ou moedor de carne com discos de 5 mm de diâmetro. Em seguida, passar 1 ou 2 vezes em discos de 3 mm de diâmetro.

Para análise qualitativa de formaldeído, não é necessário moer o produto, bastando reduzir a pequenos pedaços.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL.Decreto-lei nº 30.691, de 29 de março de 1952. Alterado pelos Decretos nº de 25.06.62,1.236 de 02.09.94,nº1.8012 de 08 .02.96 e nº 2.244 de 04.06.97.Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Brasília:Ministério da Agricultura e do Abastecimento.,1997.Cap.6,p101:Conservas.

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.5,p.1-2:Charque e Produtos Curados.

 

BILE CONCENTRADA

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Consistência pastosa.

1.2. Coloração: Castanho-esverdeada ou verde escura.

1.3. Odor: Próprio.

1.4. Sabor: Amargo.

 

2. Preparo da amostra

Pesar 10 g de amostra em béquer de 100mL e dissolver com água a 70ºC usando bastão de vidro. Passar a solução para balão volumétrico de 100mL, lavando bem o béquer em que foi feita a dissolução. Esfriar e completar o volume com água. Evitar agitação forte para não produzir espuma.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.10,p.1:Bile Concentrada.

 

EXTRATO DE CARNE

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Pasta uniforme.

1.2. Coloração: Quando dissolvido em água deve apresentar cor marrom claro.

1.3. Odor: Característico.

1.4. Sabor: Característico, não apresentando traços de sabor amargo, queimado, azedo ou quaisquer outros sabores estranhos.

 

2. Preparo da amostra

Homogeneizar a amostra, misturando bem o conteúdo do recipiente com bastão de vidro. Para as diversas determinações, usar uma solução estoque de extrato de carne. Em béquer de 150mL pesar exatamente 10 g de amostra. Adicionar 30mL de água levemente aquecida, homogeneizando bem. Transferir com auxílio de um funil para balão volumétrico de 100mL. Lavar perfeitamente o copo e o funil e completar o volume com água. No caso de formação de espuma adicionar 2 a 3 gotas de álcool etílico (C2H5OH).

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.6,p.1:Extrato de Carne.

 

SAL

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Cristais brancos de forma cúbica de granulação uniforme (de acordo com o tipo).

1.2. Coloração: Branco ou branco-pardo.

1.3. Odor: Inodoro.

1.4. Sabor: Salino.

 

2. Preparo da amostra

Triturar bem a amostra em gral de porcelana até que passe por tamis com malha de 20 mesh sem que nenhum cristal seja retido. Homogeneizar a amostra por quarteamento e transferir a amostra final a ser analisada para um frasco de tampa esmerilhada.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.14,p.1:Sal.

 

SALMOURA

1. Características organolépticas

1.1. Aspecto: Não deve ser turvo, nem apresentar sujidades.

1.2. Coloração: Própria.

1.3. Odor: Próprio, não devendo apresentar odor amoniacal.

 

2. Preparo da amostra

Homogeneizar bem a amostra e proceder as determinações.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Decreto-lei nº30.691,de 29 de março de 1952.Alterado pelos Decretos nº1.255 de 25.06.62,1.236 de 02.09.94,nº1.8012 de 08 .02.96 e nº 2.244 de 04.06.97.Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento.1997.Cap.6,p.92:Conservas.

 

BANHA E OUTRAS GORDURAS COMESTÍVEIS

1. Caraterísticas organolépticas

Banha

1.1. Aspecto: Pasta homogênea ou ligeiramente granulada.

1.2. Coloração: Branca ou branco-creme.

1.3. Odor: Inodora ou com odor à torresmo.

 

Banha refinada

1.1. Aspecto: Pasta homogênea ou ligeiramente granulada.

1.2. Coloração: Branca.

1.3. Odor: Levemente à torresmo.

 

Banha comum ou banha comum refinada

1.1. Aspecto: Pasta homogênea ou ligeiramente granulada.

1.2. Coloração: Branca ou branco-mate.

1.3. Odor: À torresmo.

 

Unto ou gordura de porco em rama, toucinho fresco, toucinho frigorificado

1.1. Aspecto: Isento de manchas e coágulos.

1.2. Coloração: Própria.

1.3. Odor:Próprio.

 

2. Preparo da amostra

Com o auxílio de uma espátula limpa e seca, passar diversas porções da amostra para um béquer de 250mL. Fundir a amostra em banho-maria a 60ºC, agitando com bastão de vidro, em movimentos de rotação até que a massa fique homogênea. Para toucinho fresco ou frigorificado, basta reduzir a pequenos pedaços, não sendo necessário fundir.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL.Decreto-lei nº30.691,de 29 de março de 1952.Alterado pelos Decretos nº 1.255 de 25.06.62,1.236 de 02.09.94,nº1.8012 de 08 .02.96 e nº 2.244 de 04.06.97.Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento. 1997.Cap.5,p.76:Produtos gordurosos comestíveis.

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.p.1:Banha.

 

 

GORDURAS NÃO COMESTÍVEIS (sebo bovino, graxa branca)

1. Características organolépticas

Sebo bovino nº 1

1.1. Aspecto: Homogêneo.

1.2. Coloração: Creme quando fundido.

1.3. Odor: Próprio.

 

Sebo bovino nº 2

1.1. Aspecto: Granuloso com partes ainda fluídas.

1.2. Coloração: Tonalidade amarelo-escuro ou alaranjada com áreas de intensidade variável; coloração avermelhada quando fundido.

1.3. Odor: Característico e bastante pronunciado.

Obs: Graxa branca é designação para gordura suína.

 

Óleo de mocotó

1.1. Aspecto: Ligeiramente turvo.

1.2. Coloração: Amarelo claro ou amarelo âmbar.

1.3. Odor: Próprio sem odor de ranço.

 

2. Preparo da amostra:

Com o auxílio de uma espátula limpa e seca, passar diversas porções da amostra para um béquer de 250mL. Fundir a amostra em banho-maria a 60ºC, agitando com bastão de vidro, em movimentos de rotação até que a massa fique homogênea. Se necessário, filtrar à quente utilizando papel pregueado.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Decreto-lei nº30.691,de 29 de março de 1952.Alterado pelos Decretos nº1.255 de 25.06.62,1.236 de 02.09.94,nº1.8012 de 08 .02.96 e nº 2.244 de 04.06.97.Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento. 1997.p.82:

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.p.1:Banha.

 

GELATINA

1. Preparo da amostra

Se a gelatina for em pó, basta homogeneizar bem a amostra. Se for em folhas, cortar em quadrados com cerca de 1 cm e triturar em gral de porcelana até obter partículas bem pequenas.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de

Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.6,p.1:Gelatina.

 

IV - MÉTODOS QUALITATIVOS

ÁCIDO BENZÓICO E SEUS SAIS

 

1. Princípio

O ácido benzóico transforma-se em ácido salicílico, que reage posteriormente com o cloreto férrico, formando um quelato solúvel de coloração castanha violácea.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Cápsula de porcelana;

Gral de porcelana com pistilo;

Funil;

Funis de separação de 125 e 500mL;

Papel de filtro qualitativo;

Papel indicador de pH universal;

Pipetas graduadas de 1 e 5mL;

Provetas de 10 e 100mL;

Tubos de ensaio.

2.3. Reagentes:

Água oxigenada (H2O2) 20 volumes;

Éter etílico (C4H10O) p.a.;

Solução de ácido clorídrico (HCl) (1+3);

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 0,1 N;

Solução de cloreto férrico hexahidratado (FeCl3.6H2O) a 10% (p/v);

Solução de sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) a 1% (p/v);

Solução de hidróxido de amônio (NH4OH) a 50% (v/v).

 

3. Procedimento

Pesar 50g de amostra, transferir para um gral e adicionar 80mL de solução de hidróxido de amônio a 50%. Triturar bem e filtrar o sobrenadante em papel de filtro para funil de separação de 500mL. Repetir a extração mais duas vezes. Acidificar o filtrado com ácido clorídrico (1+3). Adicionar 100mL de éter etílico. Agitar com cuidado para evitar emulsionamento. Retirar a camada aquosa, lavar o extrato etéreo com três porções de 25mL de água e transferir 50mL da camada etérea para cápsula de porcelana. Evaporar o solvente até a secura em banho-maria e dissolver o resíduo com 1mL de água. Colocar em tubo de ensaio 0,5mL da solução. Adicionar 0,5mL de ácido sulfúrico 0,1 N e 3mL de água oxigenada 20 volumes e 1 gota da solução de sulfato de cobre a 1%. Aquecer até ebulição por 2 minutos. Adicionar duas gotas de solução de cloreto férrico a 10%.

 

4. Resultado

Positivo: coloração castanha-violácea.

Obs: comparar com um testemunho positivo.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II –Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.26:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

ÁCIDO BÓRICO E SEUS SAIS

1. Princípio

O glicerol ou manitol reage com ácido bórico formando um éster complexo do ácido ortobórico no qual o grupo hidroxila do glicol torna-se fortemente ácido, descolorindo a fenolftaleína usada como indicador.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 250mL;

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas graduadas de 2 e 10mL;

Tubo de ensaio.

2.3. Reagentes:

Glicerol (C3H8O3) neutralizado ou manitol (C6H14O6);

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[ Fe(CN)6] .3H2O) a 15% (p/v);

Solução alcoólica de fenolftaleína (C20H14O4) a 1% (p/v);

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N;

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou Acetato de Zinco dihidratado ((CH3COO)2 Zn.2H2O) a 30% (p/v).

 

3. Procedimento

Pesar em balança analítica cerca de 10g de amostra em um béquer de 250mL. Adicionar 30mL de água quente. Deixar em banho-maria por 2 horas, agitando frequentemente. Com auxílio de um funil, transferir quantitativamente o conteúdo do béquer para o balão volumétrico de 250mL, lavando com água quente. Esfriar. Adicionar 2mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 2mL de sulfato ou acetato de zinco a 30%. Agitar por rotação após a adição de cada reagente. Completar o volume até 250mL com água. Filtrar em papel de filtro qualitativo. Em tubo de ensaio colocar 10mL de filtrado obtido, adicionar 5 gotas de solução de fenolftaleína a 1% e gotejar solução de hidróxido de sódio 0,1 N até leve coloração rósea. Acrescentar 2mL de glicerol neutralizado ou alguns cristais de manitol.

 

4. Resultado

Positivo: desaparecimento da coloração rósea.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.23:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

ÁCIDO SALICÍLICO E SEUS SAIS

1. Princípio

O ácido salicílico reage com o cloreto férrico formando um quelato solúvel de coloração castanha-violácea.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Cápsula de porcelana;

Gral de porcelana com pistilo;

Funil;

Funis de separação de 125 e 500mL;

Papel de filtro qualitativo;

Pipeta graduada de 1mL;

Provetas de 10 e 100mL.

2.3. Reagentes:

Éter etílico (C4H10O) p.a.;

Solução de ácido clorídrico (HCl) (1+3);

Solução de cloreto férrico hexahidratado (FeCl3.6H2O) a 0,5% (p/v);

Solução de hidróxido de amônio (NH4OH) a 10 e 50% (p/v).

 

3. Procedimento

Pesar 50g de amostra e transferir para um gral. Adicionar 80mL solução de hidróxido de amônio a 50%. Triturar bem e filtrar. Repetir a operação mais duas vezes reunindo os líquidos de extração aquosa em funil de separação de 500mL. Acidificar com ácido clorídrico (1+3). Adicionar 100mL de éter etílico e agitar com cuidado para evitar emulsionamento. Retirar a camada aquosa. Lavar o extrato etéreo com três porções de 25mL de água e transferir 50mL da camada etérea para cápsula de porcelana. Evaporar o solvente em banho-maria. Quando o resíduo apresentar coloração devido à presença de corantes, dissolver em 25mL de éter etílico e transferir para funil de separação de 125mL. Adicionar gotas de hidróxido de amônio a 10% e 25mL de água. Esperar que se separem as camadas e filtrar a camada aquosa em papel de filtro úmido, recebendo o filtrado em cápsula de porcelana. Evaporar até quase à secura (a persistência da coloração indica a presença de corantes lipossolúveis). Esfriar. Adicionar 1 gota de cloreto férrico a 0,5%.

 

4. Resultado

Positivo: coloração castanha-violácea.

Obs: Comparar com um testemunho positivo.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.25:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos. 1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

ANIDRIDO SULFUROSO E SULFITOS

Método com verde malaquita

1. Princípio

Baseia-se na mudança de cor do corante orgânico verde malaquita na presença de anidrido sulfuroso e sulfitos.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Erlenmeyer de 150mL;

Espátula;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Papel indicador universal de pH;

Pipeta graduada de 5mL;

Proveta de 100mL;

Tubo de ensaio de 5mL.

2.3. Reagentes:

Solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3) a 5% (p/v);

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[ Fe(CN)6].3H2O) a 15% (p/v);

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO) 2 Zn.2H2O) a 30% (p/v);

Solução de verde malaquita (C23H27N2) a 0,025% (p/v).

 

3. Procedimento

Pesar 10g de amostra homogeneizada, em béquer de 250mL. Adicionar 100mL de água quente e levar ao banho-maria por 15 minutos agitando freqüentemente. Resfriar, adicionar 5mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 5mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%, agitar por rotação após a adição de cada reagente, deixar sedimentar por 15 minutos. Filtrar em papel de filtro qualitativo para um erlenmeyer de 150mL. Medir o pH do filtrado. Se este estiver ácido, neutralizar com solução de bicarbonato de sódio a 5%. Pipetar 5mL do filtrado para um tubo de ensaio e adicionar 5mL da solução de verde malaquita a 0,025%.

 

4. Resultado

Positivo: em presença de sulfitos há descoramento do reagente.

Obs.: Recomenda-se fazer um teste com uma amostra reconhecidamente isenta de sulfitos.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.26:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93 [S.l.], 1993. 1584p.

 

CORANTES ARTIFICIAIS

Método A: Separação de Corantes Artificiais e Naturais

1. Princípio

Baseia-se na solubilidade dos corantes artificiais em meio aquoso e dos corantes naturais em éter etílico.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 100mL;

Erlenmeyer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas graduadas de 1,5 e 10mL;

Proveta de 50mL;

Tubo de ensaio de 50mL.

2.3. Reagentes:

Éter etílico (C4H10O) p.a.;

Hidróxido de amônio (NH4OH) p.a.;

Solução de água e álcool etílico (C2H5OH) (1+1);

Solução de ácido acético (CH3COOH) a 10% (v/v).

 

3. Procedimento

3.1. Produtos cárneos:

Em béquer de 100mL colocar aproximadamente 10g do invólucro da amostra. Adicionar cerca de 40mL de uma mistura de água e álcool (1+1) alcalinizada com algumas gotas de hidróxido de amônio.

Deixar em repouso por 1 hora, agitando ocasionalmente e filtrar. Acidificar o filtrado com solução de ácido acético a 10% ( 10mL), misturar bem. Evaporar todo o álcool em banho-maria.

Transferir para tubo de ensaio 5mL do extrato e adicionar 5mL de éter etílico, agitar e deixar em repouso para separar as duas camadas.

3.2. Produtos gordurosos:

Em erlenmeyer de 250mL transferir 10g da amostra e adicionar em torno de 40mL de uma mistura de água e álcool (1+1) alcalinizada com algumas gotas de hidróxido de amônio p.a., agitar vigorosamente, ferver e esfriar em refrigerador ou banho de gelo para solidificar a gordura. Filtrar bem gelada para evitar que passe a matéria gordurosa.

Acidificar o filtrado com cerca de 10mL de solução de ácido acético a 10%, misturar bem e evaporar todo o álcool em banho-maria. Transferir para tubo de ensaio 5mL do extrato e adicionar 5mL de éter etílico, agitar e deixar em repouso para separar as duas camadas.

 

4. Resultados

4.1. Corante natural: passa para a camada etérea.

4.2. Corante artificial: fica na camada aquosa.

Método B: Separação e Identificação de Corantes por Cromatografia em Papel

 

1. Princípio

Os corantes artificiais têm a propriedade de se fixarem em fios de lã em meio ácido. A cor é removida pelo hidróxido de amônio, a separação e identificação é feita por cromatografia em papel.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria ou placa aquecedora;

Secador.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béqueres de 50 e 100mL;

Cuba cromatográfica com tampa;

Fios de lã tratada:

Desengordurar os fios de lã branca com éter de petróleo p.a. e secar. Aquecer com solução de hidróxido de amônio a 5% (v/v) durante 1 hora a 80ºC e secar;

Funil;

Micropipetas;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas graduadas de 1 e 10mL;

Tubo capilar.

2.3. Reagentes:

Ácido tartárico (C4H6O6) p.a.;

Hidróxido de amônio (NH4OH) p.a.;

Solução de ácido acético (CH3COOH) a 10% (v/v);

Solução de água e álcool etílico (C2H5OH) (1+1);

Solução de hidróxido de amônio (NH4OH) a 2% (v/v) em solução de álcool etílico (C2H5OH) a 70% (v/v).

 

Fase móvel A:

Adicionar 2 g de citrato de sódio anidro (C6H5Na3O7) p.a. a 100mL de solução de hidróxido de amônio (NH4OH) a 5% (v/v).

 

Fase móvel B:

Adicionar 20mL de n-butanol (C4H10O) p.a. a 12mL de água e mL de ácido acético (CH3COOH) p.a..

 

3. Procedimento

3.1. Produtos cárneos:

Preparar a amostra, retirando partes onde se concentra o corante, triturar e homogeneizar. Transferir uma parte para um béquer de 100mL e adicionar 40ml da solução de água e álcool etílico (1+1) alcalinizada com algumas gotas de hidróxido de amônio. Deixar em contato por 1 hora com agitação ocasional, filtrar e evaporar em banho-maria todo o álcool etílico. Acidificar com solução de ácido acético a 10% ou 0,5g de ácido tartárico e colocar 1 a 3 fios de lã tratada. Deixar em ebulição por 15 minutos. Retirar a lã e lavar em água corrente.

Transferir os fios de lã tingidos para béquer de 50mL e adicionar 10mL de água e 5 gotas de hidróxido de amônio p.a.. Aquecer a lã até que o corante passe para a porção aquosa. Retirar a lã e concentrar o extrato.3.2. Produtos cárneos cujo constituinte principal é o amido:

Triturar bem 10g de amostra com 50mL da solução de hidróxido de amônio a 2% em solução de álcool etílico a 70%, deixar em repouso por algumas horas até ocorrer separação. Transferir o líquido sobrenadante para um béquer de 100mL e evaporar em banho-maria. Dissolver o resíduo do béquer em 30mL de água e acidificar com solução de ácido acético a 10% ou 0,5g de ácido tartárico, colocar 2 a 3 fios de lã, deixar em ebulição por 15 minutos, retirar a lã e lavar em água corrente. Transferir os fios de lã tingidos para um béquer de 50mL e adicionar 10mL de água, 5 gotas de hidróxido de amônio p.a.. Aquecer a lã até que o corante passe para a porção aquosa, retirar a lã e concentrar o extrato.

Depois de preparar as amostras conforme descrito em 3.1 ou 3.2, aplicar os extratos obtidos e os padrões na linha de base (aproximadamente 2 cm de altura), distanciados de 1,5 a 3cm, em papel de filtro qualitativo nas dimensões da cuba a ser usada. Colocar o papel na cuba de cromotografia previamente saturada com a fase móvel A ou B, deixar correr até o front e calcular os RF do corante padrão e do corante correspondente da amostra e comparar.

 

4. Cálculos:

RF =     DA

DS

DA = é a distância em centímetros percorrida pela amostra partindo da linha de base;

DS = é a distância em centímetros percorrida pelo solvente partindo da linha de base (front).

Observação

1) Os corantes naturais podem tingir a lã no tratamento ácido, mas geralmente a cor não é removida pelo hidróxido de amônio;

2) Quando trabalhar com amostras com muito teor de gordura, lavar a lã tingida com um pouco de detergente neutro e água corrente;

3) Utilizar um DS de no mínimo 10cm;

4) Aplicar a amostra no papel até que a concentração do corante tenha a mesma intensidade dos padrões utilizados.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília,1981.Cap.2,p.35-37:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

DESNATURANTES

Método A - Por Extração (Fluoresceína)

 

1. Princípio

Fundamenta-se na extração da fluoresceína por solução aquosa alcalina, dando fluoresceína sódica que apresenta fluorescência esverdeada.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 250mL;

Funil de separação de 250mL;

Lâmpada ultra violeta;

Proveta de 50mL;

Tubo de ensaio de 50mL.

2.3. Reagentes:

Éter etílico (C4H10O) p.a.;

Solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3) a 2% (p/v).

 

3. Procedimento

Em béquer de 250mL, pesar 50g de gordura e fundir a 50ºC. Adicionar 50mL de éter etílico para solubilizar a gordura. Transferir tudo para o funil de separação. Adicionar 50mL de solução de bicarbonato de sódio a 2% e agitar por rotação com cuidado para não formar emulsão. Deixar separar as camadas. Na presença de fluoresceína a camada aquosa apresentará fluorescência esverdeada. Se a fluorescência não for bem visível, transferir a camada aquosa para tubo de ensaio de 50mL e observar a coloração. Observar a fluorescência em lâmpada ultra violeta.

Na presença de uma gordura com teor de acidez elevada a concentração de bicarbonato de sódio usada neste procedimento não é suficiente, devendo portanto ser substituída por uma solução de bicarbonato de sódio a 10%.

 

4. Resultado

Positivo: fluorescência esverdeada.

 

Método B - Por Saponificação (Óleo Mineral)

1. Princípio

Fundamenta-se no alto teor de substâncias não saponificáveis no óleo mineral, que são insolúveis na água.

 

2. Material

2.1. Equipamento:

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Erlenmeyer de 250mL;

Condensador de refluxo;

Pipeta graduada de 2mL;

Proveta de 25mL.

2.3. Reagentes:

Solução alcoólica de hidróxido de potássio (KOH) a 4% (p/v).

 

3. Procedimento

Colocar 2mL de gordura fundida em erlenmeyer de 250mL. Adicionar 25mL de solução alcoólica de hidróxido de potássio a 4%. Ferver em refluxo em placa aquecedora, agitando ocasionalmente até completar a saponificação (cerca de 30 minutos). Esfriar e adicionar 25mL de água. Agitar. Em presença de óleo mineral (mais de 1%) aparece nítida turvação.

 

4. Resultado

Positivo: turvação

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.9,p.1:Sebo.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

FORMALDEÍDO

Método A - Floroglucina

1. Princípio

A floroglucina reage com o formaldeído em meio alcalino produzindo o derivado hidroximetilado de coloração salmão fugaz.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Placa aquecedora;

Condensador de Liebig.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão de destilação de 500mL;

Bico de Bunsen;

Erlenmeyer de 125mL;

Pipetas graduadas de 2 e 10mL;

Proveta de 500mL;

Tubos de ensaio.

2.3. Reagentes:

Ácido fosfórico (H3PO4) p.a.;

Solução de floroglucina (C6H6O3) a 1% (p/v);

Solução de formalina (CH2O) 1:10.000 (v/v);

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 10% (p/v).

 

3. Procedimento

Pesar 100g da amostra homogeneizada e transferir para balão de destilação, juntamente com 100 a 150mL de água. Acidificar com 2mL de ácido fosfórico p.a.. Destilar lentamente, recolhendo aproximadamente 50mL do destilado em erlenmeyer. Colocar em tubo de ensaio 10mL do destilado, adicionar 1mL de solução de floroglucina a 1%, 2mL de solução de hidróxido de sódio a 10% e agitar.

 

4. Resultado

Positivo: coloração salmão fugaz.

Obs:

1) Para obter-se um testemunho de prova positiva, usar como referência uma solução de formalina na diluição de 1:10.000 (v/v);

2) Esta metodologia não se aplica a produtos defumados.

 

Método B - Ácido Cromotrópico

1. Princípio

O formaldeído aquecido com ácido cromotrópico em presença de ácido sulfúrico origina um produto de condensação, que oxidado posteriormente, transforma-se em um composto p-quinoidal de coloração violácea.

 

2. Material

2.1. Equipamento:

Balança analítica;

Banho-maria;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão de destilação de 500mL;

Bico de Bunsen;

Condensador de Liebig;

Erlenmeyer de 125mL;

Pipeta graduada de 5mL;

Proveta de 200mL;

Tubos de ensaio de 25mL.

2.3. Reagentes:

Solução de ácido cromotrópico sal sódico dihidratado (C10H6Na2O8S2.2H2O) a 0,5% (p/v);

Dissolver 0,500g de ácido cromotrópico em 100mL de solução de ácido sulfúrico (H2SO4) a 72% (v/v);

Ácido fosfórico (H3PO4) p.a.;

Solução de formalina (CH2O) 1:100.000 (v/v).

 

3. Procedimento

Pesar 100g da amostra homogeneizada e passar para balão de destilação juntamente com 100 a 150mL de água. Acidificar com 2mL de ácido fosfórico p.a.. Destilar lentamente, recolhendo cerca de 50mL de destilado. Em tubo de ensaio, colocar 5mL de solução de ácido cromotrópico a 0,5% e 1mL de destilado. Colocar os tubos em banho-maria durante 15 minutos.

 

4. Resultado

Positivo: coloração violácea.

Obs:.

1) Para obter-se um testemunho de prova positiva, usar como referência solução de formalina na diluição de 1:100.000 (v/v);

2) Esta metodologia não se aplica em produtos defumados.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II –Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.22:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93 [S.l.], 1993. 1584p.

NORMAS analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físicos e químicos para análises de alimentos. 3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 1985.Cap.18,p.271-272:Carnes e produtos cárneos.

 

GÁS SULFÍDRICO - Teste de Éber

1. Princípio

Fundamenta-se na decomposição dos aminoácidos sulfurados com liberação de enxofre. Este, em meio ácido, se transforma em gás sulfídrico, que combinado com acetado de chumbo produz sulfeto de chumbo que enegrece o papel.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 50mL;

Erlenmeyer de 250mL com rolha esmerilhada;

Espátula;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Proveta de 100mL.

2.3. Reagentes:

Ácido acético (CH3COOH) p.a.;

Solução de acetato de chumbo trihidratado ((CH3COO) 2 Pb.3H2O).

Preparar 100mL de solução de acetato de chumbo a 5% (p/v) e adicionar 1mL de ácido acético.

Solução padrão de sulfeto de sódio nonahidratado (Na2S.9H2O) (0,1 g/L):

Pesar 0,1g de sulfeto de sódio em um béquer de 50mL. Transferir com água quantitativamente para um balão volumétrico de 1000mL. Misturar e completar o volume.

Solução de plumbito de sódio:

Preparar uma solução saturada de acetato de chumbo, adicionar solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 10% até dissolver o precipitado.

3. Procedimento

Pesar 20 g da amostra homogeneizada em um erlenmeyer de 250mL e adicionar 25mL de água. Fechar o erlernmeyer com papel de filtro embebido na solução de acetato de chumbo ou de plumbito de sódio, preso com liga de borracha. Levar ao banho-maria em temperatura máxima de 70ºC e aguardar 15 minutos. Em outro erlenmeyer, colocar 10mL de solução padrão que corresponde a 0,014mg de gás sulfídrico nas condições do método adotado. Acidificar com 1mL de solução de ácido acético p.a. e proceder conforme citado para amostra.

 

4. Resultado

Comparar as manchas. A da amostra não deve ser mais escura que a do padrão, onde indicará a presença de gás sulfídrico, proveniente da degradação de proteínas.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficias para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes:II Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.1,p.4:Carne bovina "in natura

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

GLICÍDIOS

Método A - Reativo de Benedict (Para glicídios redutores em glicose)

1. Princípio

O reativo de Benedict (sulfato de cobre em meio alcalino) é reduzido pela glicose, produzindo um precipitado vermelho de óxido cuproso.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 250mL;

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas graduadas de 2 e 5mL;

Proveta de 50mL;

Tubo de ensaio.

2.3. Reagentes:

Ácido lático (C3H6O3) p.a.;

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO) 2 Zn.2H2O) a 30% (p/v);

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[Fe(CN)6].3H2O) a 15% (p/v);

Reativo de Benedict:

Dissolver 173g de citrato de sódio pentahidratado (C6H5Na3O7.5H2O) p.a. e 100g de carbonato de sódio anidro (Na2CO3) p.a., em cerca de 800mL de água quente. Filtrar se necessário e diluir até 850mL. Colocar gradativamente a solução preparada de sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) (17,3g/100mL de água), agitando continuadamente. Completar o volume a 1000mL.

 

3. Procedimento

Pesar 25g de amostra homogeneizada em béquer de 250mL, adicionar 50mL de água quente e homogeneizar com bastão de vidro. Transferir para balão volumétrico de 250mL, adicionar 2mL de ácido lático, 5mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 5mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%. Agitar bem, completar o volume e filtrar. Em tubo de ensaio, colocar 3mL do reativo de Benedict, 1 a 2mL do filtrado, misturar bem e aquecer em banho-maria por 3 minutos. Deixar esfriar espontaneamente (não esfriar em água corrente). Observar a coloração e eventuais formações de precipitado.

 

4. Resultado

Positivo: aparecimento de um precipitado vermelho-tijolo.

 

BIBLIOGRAFIA

POMERANZ, Y; MELOAN, C, F. Food analysis: Theory and practice. 3. ed. New York: Chapman &: Hall. 1994. Cap.36,p.625-677:Carbohyrates.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

MORITA, T; ASSUNPÇÃO, R,M.V. Manual de solução reagentes e solventes: Padronização, preparação, purificação. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1976.Cap.5,p.282.

 

Método B - Lugol (Para Amido)

1. Princípio

O amido com o iodo forma um composto de adsorção de coloração azul.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 150mL;

Pipetas graduadas de 1 e 20mL;

Tubo de ensaio de 25mL.

2.3. Reagentes:

Solução de Lugol.

 

3. Procedimento

Em béquer de 150mL, colocar cerca de 5g de amostra. Adicionar água (20mL). Aquecer em placa aquecedora até fervura e deixar 5 minutos. Filtrar, esfriar e transferir uma alíquota de aproximadamente 20mL do filtrado para tubo de ensaio e adicionar 2 gotas de solução de lugol.

4. Resultado

Positivo: coloração azul.

Obs: O aparecimento de uma coloração violácea ou vermelho parda indica a presença de amido modificado ou dextrinas.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.14-13:Salsicharia.

OFFICIAL methods of analysis, 15th ed. Arlington: Association of Official Analytical Chemists, 1990 v.2: Cap.39,p.931-948:Meat and meat products.

 

 

 

PROVA DE COCÇÃO

1. Princípio

Fundamenta-se na observação das modificações de consistência, odor e sabor, ocorridos nos alimentos em início de decomposição, ressaltados quando amostra é submetida ao aquecimento.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Espátula;

Vidro de relógio.

2.3. Procedimento

Em béquer de 250mL, colocar 30g de amostra e cobrir com água, homogeneizar com o bastão de vidro e cobrir o béquer com vidro de relógio. Aquecer, até início dos primeiros vapores e avaliar o odor produzido. Os odores amoniacal, sulfídrico ou de ranço são facilmente identificados. Deixar ferver por mais 5 minutos e observar o aspecto do caldo e da carne. A consistência da carne deve ser firme e o sabor próprio.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.1,p.2 :Carne bovina ïn natura".

 

 

 

 

V - MÉTODOS QUANTITATIVOS

ACIDEZ

1. Princípio

Fundamenta-se na neutralização dos íons hidrogênio livres, até o ponto de equivalência, pelo hidróxido de sódio na presença do indicador fenolftaleína.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Agitador magnético;

Balança analítica;

Banho-maria;

Estufa;

Processador de alimentos.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 250mL;

Bastão de vidro;

Béquer de 150mL;

Buretas de 10 e 25mL;

Cápsula de porcelana de 50mL;

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidro;

Erlenmeyer de 125mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Provetas de 50, 100 e 250mL;

Pipeta graduada de 1mL;

Pipeta volumétrica de 25mL.

2.3. Reagentes:

Álcool etílico (C2H5OH) a 95% (v/v) neutralizado a pH 7;

Clorofórmio (CHCl3) p.a.;

Solução alcoólica de fenolftaleína (C20H14O4) a 1% (p/v);

Solução de álcool etílico (C2H5OH) e éter etílico (C4H10O) (1+2) neutralizado;

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N;

Sulfato de sódio anidro (Na2SO4) p.a..

 

3. Procedimento

Titular a amostra previamente preparada (itens 3.1 a 3.3) com solução de hidróxido de sódio 0,1 N usando solução alcoólica de fenolftaleína a 1% como indicador. Ponto de viragem: aparecimento de leve coloração rósea persistente por 30 segundos.

3.1. Banha, Sebo:

Pesar cerca de 5g do produto fundido a 60ºC (filtrar se necessário) em erlenmeyer de 125mL. Dissolver em 40mL de solução de álcool etílico e éter etílico (1+2) neutralizado e adicionar 5 gotas de solução alcoólica de fenolftaleína a 1%.

3.2 . Carne "in natura":

Em béquer de 150mL, pesar 10g de amostra, transferir para processador com auxílio de 200mL de água. Triturar por 1 minuto, transferir todo o conteúdo para o balão volumétrico de 250mL e completar o volume com água. Filtrar e transferir 25mL do filtrado para erlenmeyer de 125mL. Adicionar 75mL de água e 3 gotas de solução alcoólica de fenolftaleína a 1%. Fazer uma prova em branco com 100mL de água.

3.3. Produtos de salsicharia, enlatados, charque, produtos curados:

A determinação da acidez na gordura destes produtos é feita a partir do extrato clorofórmico preparado a frio, de maneira que a gordura não sofra transformações importantes.

Obs: Porções do mesmo extrato servem para determinar os vários índices de deterioração (acidez, índice de peróxidos). Tomando a quantidade de amostra relativamente grande, os erros são reduzidos e os resultados tendem a ser mais concordantes.

Cortar em pedaços 30 a 150g de amostra (segundo seu frescor e conteúdo de gordura). Triturar em processador com 250mL de clorofórmio durante 2 a 3 minutos. Filtrar imediatamente através do papel de filtro pregueado. Refiltrar em papel de filtro contendo uma pequena quantidade de sulfato de sódio anidro. Transferir 25mL do filtrado para erlenmeyer de 125mL, adicionar 25mL de álcool etílico a 95% neutralizado e 5 gotas de solução alcoólica de fenolftaleína a 1%.

Determinação do peso na alíquota tomada:

Pipetar volumetricamente 25mL do extrato clorofórmico para uma cápsula previamente seca e pesada, evaporar o solvente em banho-maria a 60ºC, secar em estufa a 105ºC por 30 minutos. Esfriar em dessecador e pesar. Usar o peso da gordura obtido para os cálculos da acidez.

 

4. Cálculos

4.1. Acidez em solução alcalina normal% = (V - V’) x f x N x 100

p

Onde:

V = mililitros de solução de hidróxido de sódio gastos na titulação;

V’ = mililitros de solução de hidróxido de sódio gastos na titulação do branco;

N = normalidade da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

f = fator de correção da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

p = massa da amostra em gramas ou massa da amostra em gramas na alíquota.

 

4.2. Acidez em ácido lático = (V - V’) x f x 0,09 x N x 100

p

Onde:

V = mililitros de solução de hidróxido de sódio gastos na titulação;

V’ = mililitros de solução de hidróxido de sódio gastos na titulação de branco;

p = massa da amostra na alíquota;

f = fator da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

N = normalidade da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

0,09 = fator de conversão do ácido lático.

 

4.3. Acidez em g de ácido oléico/100 g = (V - V’) x f x 0,28245 x N x 100

p

Onde:

V = mililitros de solução de hidróxido de sódio gastos na titulação;

V’ = mililitros de solução de hidróxido de sódio gastos na titulação do branco;

f = fator de correção da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

p = massa da amostra em gramas ou massa da amostra em gramas na alíquota;

N = normalidade da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

0,28245 = fator de conversão do ácido oléico.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficias para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.28-29:Salsicharia.Cap.8,p.1:Banha; Cap.5, p.2: Charque e produtos curados.Cap.13,p.1:Conservas de pescado.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93 [S.l.], 1993. 1584p.

NORMAS analíticas do Instituto Adolfo Lutz:Métodos físicos e químicos para análises de alimentos. 3. ed. São Paulo:Instituto Adolfo Lutz, 1985.Cap.4, p.25-26:Determinações gerais.

 

ÁCIDO CÓLICO

1. Princípio

O ácido cólico é um esteróide, que reage com grupo aldoxila do furfural em meio ácido e à frio. A condensação ocorre provavelmente na hidroxila da posição 3 produzindo um composto de coloração amarela fugaz.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Centrífuga;

Espectrofotômetro;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balões volumétricos de 100 e 200mL

Bastão de vidro;

Bico de Bunsen;

Béqueres de 100 e 150mL;

Cronômetro;

Pipetas graduadas de 1 e 10mL;

Pipeta volumétrica de 1mL;

Tubos de centrífuga;

Tubos de ensaio.

2.3. Reagentes:

Álcool etílico (C2H5OH) p.a.;

Solução alcoólica de fenolftaleína (C20H14O4) a 1%;

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 16 N;

Solução de carbonato de potássio (K2CO3) 2 N;

Solução de furfural (C5H4O2) a 0,9% (v/v).

Preparar no momento de uso, a partir de furfural p.a., recentemente destilado até ficar praticamente incolor.

Pipetar 0,9mL de furfural e diluir a 100mL em balão volumétrico, com solução de álcool etílico a 50% (v/v).

Solução de hidróxido de potássio (KOH) 2 N;

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N;

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) a 40% (p/v):

Pesar 40g de sulfato de zinco heptahidratado e diluir a 100mL em balão volumétrico. Esta solução deve ser titulada com solução de hidróxido de potássio 2 N, usando solução alcoólica de fenolftaleína a 1% como indicador, usando 10mL de solução de sulfato de zinco a 40%, deve-se consumir entre 10,8 e 11,2mL de solução de hidróxido de potássio 2 N;

Solução padrão de ácido cólico (C24H40O5) 1,0mg/mL:

Secar o ácido cólico em estufa a 105ºC durante 24 horas. Pesar 200 mg em béquer de 100mL e adicionar exatamente 4,7mL de solução de hidróxido de sódio 0,1 N. Fazer com que todo o ácido se dissolva e só depois transferir com auxílio de água para balão volumétrico de 200mL, completando o volume com água.

Preparo da curva padrão:

Pipetar 0,1 - 0,2 - 0,3 - 0,4 e 0,5mL da solução padrão para tubo de ensaio. Colocar em banho de gelo. Completar o volume para 1mL com água. Fazer um branco usando 1mL de água e os demais reagentes. Adicionar em cada tubo 1mL de solução de furfural a 0,9% e 5mL de solução de ácido sulfúrico 16 N. Deixar em repouso no banho de gelo por 5 minutos exatos (cronometrados). Colocar todos os tubos ao mesmo tempo num banho a 70ºC durante 8 minutos (cronometrados). Logo após, colocar no banho de gelo por 2 minutos (cronometrados). Fazer a leitura imediatamente a 490nm e estabelecer a curva padrão colocando as leituras das absorbâncias A no eixo das ordenadas e as concentrações C (0,1 - 0,2 - 0,3 - 0,4 e 0,5 mg) de solução padrão de ácido cólico no eixo das abcissas. Construa o gráfico e calcule o fator F de correção da curva.

 

3. Procedimento

Pesar 10 g de amostra em béquer de 100mL e dissolver com água a 70ºC usando bastão de vidro. Passar a solução para balão volumétrico de 100mL, lavando bem o béquer em que foi feita a dissolução. Esfriar e completar o volume com água. Evitar agitação forte para não produzir espuma. Pipetar para um tubo de centrífuga de 50mL, 1mL da solução obtida. Adicionar 3mL de solução de hidróxido de potássio 2 N, misturando bem. Adicionar 15mL de água e 3mL de solução de sulfato de zinco a 40%, gota a gota sob constante agitação. Forma-se um abundante precipitado que é separado por centrifugação a 1000 rpm por 3 a 4 minutos. Transferir o sobrenadante para balão volumétrico de 100mL. Repetir a centrifugação mais 3 vezes, usando 15mL de água quente de cada vez para suspender o precipitado com auxílio de bastão de vidro. Os líquidos límpidos são reunidos no balão volumétrico de 100mL. Lavar o precipitado 4 vezes com 10mL de álcool. Na primeira lavagem, álcool à frio e para as outras álcool à quente. As porções de álcool das lavagens são colocadas em béquer de 150mL e evaporados a secura em banho-maria. O resíduo seco é dissolvido com 5mL de solução de carbonato de potássio 2 N e a solução resultante adicionada ao balão volumétrico de 100mL. Completar o volume com água. Pipetar volumetricamente 1mL da solução da amostra preparada para tubo de ensaio. Colocar em banho de gelo e adicionar 1mL da solução de furfural a 0,9% e 6mL de solução de ácido sulfúrico 16 N. Deixar em repouso no banho de gelo por 5 minutos (cronometrados). Colocar em banho a 70ºC durante 8 minutos (cronometrados) e logo após em banho de gelo por 2 minutos (cronometrados). Fazer a leitura imediatamente a 490nm. Comparar com a curva padrão previamente estabelecida.

 

4. Cálculos

Ácido cólico em g% = A x F x 1000

p

Onde:

A = leitura da amostra (absorbância);

F = fator da curva padrão;

p = massa da amostra em gramas.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficias para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes:

II Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.10,p.3:Bile concentrada.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93 [S.l.], 1993. 1584p.

 

AMIDO

Método A - Lane-Eynon

1. Princípio

O amido é hidrolisado à quente, em meio fortemente ácido, produzindo exclusivamente glicose, que é determinada pelo método Lane-Eynon, onde os íons cúpricos da solução de Fehling são reduzidos quantitativamente, sob ebulição, a óxido cuproso por titulação com solução de açúcar redutor. O ponto final é alcançado quando um pequeno excesso do açúcar redutor descolora o azul de metileno.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Autoclave;

Balança analítica;

Banho-maria;

Centrífuga;

Estufa;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 250mL;

Béquer de 250mL;

Bico de Bunsen;

Bureta de 25mL;

Condensador de refluxo;

Erlenmeyer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Papel indicador de pH;

Pinça de metal;

Pipeta graduada de 1mL;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Proveta de 50mL;

Tubo de centrífuga.

2.3. Reagentes:

Acetona (C3H6O) p.a.;

Ácido clorídrico (HCl) p.a.;

Álcool etílico (C2H5OH) p.a.;

Solução de ácido clorídrico (HCl) 1,5 N;

Solução alcoólica de hidróxido de potássio (KOH) a 4% (p/v);

Solução de azul de metileno (C16H18ClN3S.xH2O) a 1% (p/v);

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[ Fe(CN)6] .3H2O) a 15% (p/v);

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 10 e 40% (p/v);

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO)2Zn.2H2O) a 30% (p/v);

Solução vermelho de fenol (C19H14O5S) a 0,1% (p/v);

 

Solução de Fehling A:

Dissolver 34,639g de sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) p.a. em água e diluir a 1000mL em balão volumétrico;

Solução de Fehling B:

Dissolver 173 g de tartarato duplo de sódio e potássio tetrahidratado (C4H4KNaO6.4H2O) p.a. (sal de Rochelle) e 125 g de hidróxido de sódio (NaOH) p.a. em água. Diluir a 1000mL em balão volumétrico;

 

Solução Padrão de Glicose (C6H12O6):

Pesar exatamente cerca de 0,5g de glicose p.a., previamente seca em estufa a 70ºC durante 1 hora. Transferir para balão volumétrico de 100mL com auxílio de água, e completar o volume. A solução padrão de glicose, para titular a solução de Fehling, deve ser recentemente preparada, (o final da titulação será em torno de 10mL de glicose);

 

Determinação do Título da Solução de Fehling:

Colocar na bureta a solução padrão de glicose p.a.. Transferir com pipeta volumétrica 10mL de cada uma das soluções de Fehling A e B para erlenmeyer de 250mL. Adicionar 40mL de água e aquecer até ebulição. Gotejar a solução padrão, sem agitação, até quase o final da titulação. Manter em ebulição. Adicionar 1 gota de solução de azul de metileno a 1% e completar a titulação até descoramento do indicador. A titulação deve ser feita sob ebulição e não pode ultrapassar 3 minutos.

 

Título da solução de Fehling com solução padrão de glicose:

T = Volume emmL gasto de glicose x 0,50

100

 

3. Procedimento

3.1. Pesar 20 g de amostra homogeneizada (ou 10 g se a amostra contiver muito amido) em tubo de centrífuga de 250mL. Adicionar 50mL de acetona, misturando bem. Centrifugar por 10 minutos a 2000 rpm e desprezar o sobrenadante. Adicionar 100mL de álcool etílico p.a., homogeneizar. Centrifugar por 10 minutos a 2000 rpm, desprezar o sobrenadante e repetir a operação. Transferir o resíduo, quantitativamente, para erlenmeyer de 250mL utilizando 75mL de solução de hidróxido de potássio a 4% aquecido a 60ºC. Passar para o item 3.3.;

3.2. Caso não tenha centrífuga, proceder da seguinte maneira:

Pesar 10 ou 20 g de acordo com o conteúdo de amido da amostra. Homogeneizar em béquer e adicionar 50mL de acetona misturando bem. Filtrar em papel de filtro qualitativo procurando deixar o resíduo no béquer.

Adicionar 100mL de álcool etílico p.a. agitar durante um minuto misturando bem e passar o resíduo para o papel de filtro. Lavar o béquer e o resíduo com mais 100mL de álcool etílico p.a.. Perfurar o papel e passar o resíduo quantitativamente para balão ou erlenmeyer de 250mL utilizando 75mL de solução de hidróxido de potássio a 4% aquecido a 60ºC. Passar para o item 3.3.

3.3. Adaptar um condensador de refluxo ao erlenmeyer e colocar em banho-maria ou placa aquecedora por 30 minutos com agitação ocasional. Retirar o condensador, deixar o erlenmeyer esfriar e adicionar 50mL de álcool etílico p.a.. Filtrar e lavar o resíduo com álcool etílico p.a. até que o filtrado dê reação neutra em papel indicador. Transferir o resíduo, quantitativamente, para erlenmeyer de 250mL perfurando o papel com bastão de vidro utilizando 100mL de solução de ácido clorídrico 1,5 N, lavando bem o papel e as paredes do funil. Colocar em banho-maria por 2 horas ou em autoclave a 120ºC por 20 minutos. Neutralizar com solução hidróxido de sódio a 40 e 10% controlando o pH com papel indicador ou solução de vermelho de fenol a 0,1% (a neutralização não deverá ultrapassar pH 7).

Empregando o vermelho de fenol como indicador, a viragem será do amarelo (pH 6,8) para o laranja (pH 7). Transferir para balão volumétrico de 250mL, quantitativamente. Adicionar 5mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 5mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%, agitando após cada adição. Completar o volume, deixar em repouso durante 15 minutos. Filtrar em papel de filtro qualitativo. Colocar na bureta 25mL do filtrado obtido.

Pipetar volumetricamente 5 ou 10mL de solução de Fehling A e 5 ou 10mL de solução de Fehling B para erlenmeyer de 250mL. Adicionar 40mL de água. Aquecer até ebulição e gotejar a solução da amostra até o líquido sobrenadante ficar levemente azulado. Mantendo a ebulição, adicionar 1 gota de solução de azul de metileno a 1% e continuar a titulação até descoloração do indicador. Esta titulação não deverá ultrapassar 3 minutos. Manter em ebulição durante toda titulação.

 

4. Cálculos:

Porcentagem de amido:

% de amido = 250 x 100 x T x 0,90

V x p

Onde:

0,90 = fator de transformação das hexoses em amido;

T = título da solução de Fehling; caso utilize alíquotas de 5mL da solução de Fehling A e B use T/ 2;

V = volume da amostra gastos na titulação (mL);

p = massa da amostra em gramas.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficias para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.14-15:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

OFFICIAL methods of analysis, 15th ed. Arlington:Association of Anlytical Chemists,1991 v.2,p.1016-1017:Invert sugar in sugars and sirups.

 

Método B - Antrona

1. Princípio

Baseia-se na determinação espectrofotométrica a 620 nm do composto colorido formado pela reação entre a antrona e a glicose proveniente da hidrólise do amido.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Centrífuga;

Espectrofotômetro;

Estufa;

Placa aquecedora;

Processador de alimentos.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 500mL;

Cubeta de vidro de 1cm de largura;

Funil;

Pipetas volumétricas de 2 e 10mL;

Tubo de centrífuga de 25mL;

Tubo de ensaio.

2.3. Reagentes:

Solução de álcool etílico (C2H5OH) a 80% (v/v);

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 0,5 N;

 

Solução de antrona (C14H10O):

Dissolver 0,1 g de antrona p.a. em 100mL de solução fria de ácido sulfúrico (H2SO4) que contenha 76mL do ácido p.a. A solução é estável a 4ºC por vários dias, devendo ser descartada quando se tornar verde.

Obs: Uma vez que a antrona reage com celulose e outros contaminantes, é essencial lavar com álcool etílico todos os frascos de vidro que serão postos em contato com ela;

 

Solução de D-glicose (C6H12O6) a 0,01%:

Esta solução é preparada diariamente por diluição da solução estoque a 1% (p/v) de D-glicose p.a. (a solução estoque pode ser preparada em uma solução de benzoato de sódio (C6H5COONa) a 0,1% (p/v) ou ser mantida gelada).

 

3. Procedimento

Pesar com exatidão cerca de 0,5g de amostra, perfeitamente homogeneizada, diretamente para tubo de centrífuga e lavar com três porções sucessivas de 5mL de éter etílico seguidas de duas porções sucessivas de 5mL de solução a 80% (v/v) de álcool etílico à quente. Após a adição de cada alíquota de solvente, agitar bem o tubo e centrifugar por 5 minutos a 1500 rpm. Após as lavagens, secar o resíduo em estufa a 105ºC por 1 hora. Adicionar 10mL da solução de ácido sulfúrico 0,5 N e colocar o tubo em banho-maria tendo o cuidado de manter o nível da solução contida no tubo abaixo do nível do banho. Aquecer durante 1 hora mantendo o nível da água do banho na posição original, agitando o conteúdo do tubo ocasionalmente. Decorrido o tempo estabelecido, transferir quantitativamente o conteúdo do tubo para balão volumétrico de 500mL e completar o volume com água. Homogeneizar e decantar. Pipetar 2mL desta solução para um tubo de ensaio previamente lavado com álcool etílico (a presença de sujeira ou poeira no tubo pode produzir resultados errôneos). Adicionar 10mL da solução de antrona. Levar para banho-maria por 10 minutos. Retirar do banho e deixar esfriar. Ler a cor desenvolvida em espectrofotômetro a 620 nm.

 

4. Cálculos:

% amido = A x F x 100 x 0,9

p

Onde:

A = absorbância da amostra;

F = fator de correção da curva;

p = massa da amostra na alíquota em microgramas;

0,9 = fator de conversão de glicose para amido.

Preparo da curva padrão:

Pipetar alíquotas de 0,5 - 1,0 - 1,5 e 2,0mL da solução de D-glicose a 0,01% para tubo de ensaio, adicionar água, de modo que todos eles venham a conter um volume final de 2mL. Adicionar 10mL da solução de antrona e em seguida, colocar exatamente por 10 minutos em um banho-maria. Retirar e esfriar. Ler as absorbâncias a 620 nm contra um branco preparado de modo similar ao descrito, usando água em substituição ao padrão. Construir uma curva de calibração, lançando no eixo das ordenadas os valores de absorbância e no eixo das abcissas as concentrações finais de glicose em 50, 100, 150 e 200 µg de glicose/2mL. Calcular o fator F de correção da curva.

 

BIBLIOGRAFIA

ESPAÑA. Ministério de Agricultura y Alimentacion. Secretaria General de Alimentacion. Métodos oficiales de analysis. v.4, 1990. p.293-295.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

MORAIS, O.M.C; CHAVES M.B. Método espectofotométrico para determinação de amido em produtos cárneos In: ENCONTRO NACIONAL DE ANALISTAS DE ALIMENTOS, 1988, Belo Horizonte, Resumos...Belo Horizonte, 1988.

 

ANIDRIDO SULFUROSO E SULFITOS

Método de Monier Williams

1. Princípio

Fundamenta-se na destilação da amostra em meio ácido, liberando anidrido sulfuroso, que através do gás inerte é conduzido à solução de peróxido de hidrogênio formando ácido sulfúrico que é titulado com solução padronizada de hidróxido de sódio, usando vermelho de metila como indicador.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Aparelho de Monier Williams modificado por Shipton;

Balança analítica;

Cilindro de nitrogênio ou gás carbônico;

Manta aquecedora;

Processador de alimentos.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 250mL;

Bico de Bunsen;

Bureta de 10mL;

Espátula;

Pérolas de vidro ou pedaços de porcelana;

Pipeta graduada de 1mL;

Pipetas volumétricas de 5 e 15mL;

Provetas graduadas de 50 e 500mL.

2.3. Reagentes:

Álcool etílico (C2H5OH) p.a.;

Solução de ácido clorídrico (HCl) (1+2);

Silicone (anti-espumante);

Solução alcoólica de vermelho de metila (C15H15N3O2) a 0,2% (p/v):

Solução de água oxigenada (H2O2) 10 volumes (v/v):

Pipetar 8,5mL de peróxido de hidrogênio 120 volumes com auxílio de uma pêra de sucção com válvula de segurança. Transferir para um balão volumétrico de 100mL, contendo 50mL de água. Completar o volume. Manter a solução de água oxigenada 10 volumes sob refrigeração.

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N.

 

3. Procedimento

Em erlenmeyer de 125mL e no tubo em U, colocar respectivamente 15 e 5mL de solução de água oxigenada 10 volumes, adicionar água, se necessário, para assegurar que as bolhas passem através da solução. Adicionar ao balão de destilação, contendo pérolas de vidro, 50 g de amostra homogeneizada, 350mL de água, 20mL de solução de ácido clorídrico (1+2) e 1mL de silicone. Conectar o balão ao aparelho e ajustar a velocidade do fluxo de nitrogênio ou gás carbônico de modo que passem de 6 a 12 bolhas por minuto através do tubo em U. Ligar o aquecimento no máximo. Quando o líquido entrar em ebulição, manter uma ebulição lenta. Continuar a aquecer com a mesma proporção do borbulhamento durante 30 minutos. Desconectar o erlenmeyer e o tubo em U. Lavar o tubo em U com água recolhendo a água de lavagem no erlenmeyer, adicionar 3 gotas de solução alcoólica de vermelho de metila a 0,2%. Titular com com solução de hidróxido de sódio 0,1 N. Fazer prova em branco.

3.1 Gelatina:

Pesar 50 g de amostra em um béquer de 250mL e dispersar em 150mL de água quente. Transferir quantitativamente para o balão de destilação do aparelho e lavar o béquer com mais 200mL de água aquecida, transferindo novamente. Continuar como no item 3.

 

4. Cálculos:

mg de SO2/kg = ( V - V' ) x f x 3,2 x 1000

p

Onde:

V = mililitros de solução de hidróxido de sódio 0,1 N gastos na titulação da amostra;

V' = mililitros de solução de hidróxido de sódio 0,1 N gastos na titulação do branco;

f = fator de correção da solução de hidróxido de sódio 0,1 N;

p = massa da amostra em gramas;

3,2 = miliequivalente grama do anidrido sulfuroso em mg;

1mL de solução de hidróxido de sódio 0,1 N = 3,2 mg de SO2.

 

 

BIBLIOGRAFIA

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

YABIKU,H,Y. Aditivos de pescados. In: SEMINÁRIO SOBRE CONTROLE DE QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE PESCADO.1988, Santos Resumos... São Paulo:Loyola ,1988. p.239-241.

 

BASES VOLÁTEIS TOTAIS

Método por destilação

1. Princípio

O nitrogênio protéico é precipitado com ácido tricloroacético e o filtrado contendo o nitrogênio volátil, é alcalinizado, destilado por arraste a vapor, recebido em solução de ácido bórico e titulado com solução de ácido padronizado em presença de indicador adequado.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Aparelho para destilação por arraste a vapor;

Balança analítica;

Processador de alimentos.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 250mL;

Bureta de 5mL;

Erlenmeyer de 125mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo e quantitativo;

Papel indicador de pH;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Pipetas graduadas de 1 e 10mL;

Proveta de 500mL.

2.3. Reagentes:

Indicador misto:

Pesar 0,132 g de vermelho de metila (C15H15N3O2) e 0,066 g de verde de bromocresol (C21H14Br4O5S). Dissolver em 200mL de álcool etílico a 70% (v/v). Filtrar se necessário e guardar em frasco escuro âmbar. O indicador misto poderá ser incorporado à solução de ácido bórico a 4% (p/v) na proporção de 8mL por litro.

Solução de ácido tricloroacético (C2HCl3O2) a 5% (p/v);

Solução de ácido bórico (H3BO3) a 4% (p/v):

Pesar 4 g de ácido bórico, transferir para um béquer de 250mL, adicionar 80mL de água e aquecer sob agitação branda até dissolução. Resfriar, transferir para balão volumétrico de 100mL e completar o volume com água.

Óxido de magnésio (MgO) p.a.;

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 0,01 ou 0,1 N.

 

3. Procedimento

Pesar 100g de amostra picada e triturar em processador com 300mL de solução de ácido tricloroacético a 5% durante um minuto para obter uma massa homogênea. Filtrar em papel de filtro qualitativo. Se o filtrado não for límpido, repetir a operação em papel de filtro quantitativo. Pode-se também usar centrifugação para obter um extrato límpido.

Transferir com pipeta volumétrica 10mL do filtrado obtido para balão ou tubo de destilação por arraste de vapor, adicionar 1g de óxido de magnésio e 20mL de água. Destilar por arraste de vapor durante 30 minutos ou até que o destilado não dê reação alcalina com papel indicador. Recolher o destilado em erlenmeyer de 125mL contendo 20mL de solução de ácido bórico a 4% e 5 gotas de indicador misto. Titular a amônia e aminas voláteis com solução de ácido sulfúrico 0,01 ou 0,1 N até a viragem para coloração avermelhada.

 

4. Cálculos

BVT em mg N/100 g = 14 x (300 + A) x V x f x N x 100

Va x p

Onde:

N = normalidade da solução do ácido sulfúrico;

V =mL de ácido sulfúrico gastos na titulação;

f = fator de correção da solução de ácido sulfúrico 0,01 ou 0,1 N;

Va = volume da alíquota em mL;

p = massa da amostra em gramas;

A = conteúdo de água na amostra expressa em mL/100g.

Obs: Pode-se considerar que o conteúdo médio de água na carne bovina, suína e de aves, é de 65% e a expressão (300 + A) torna-se 365 quando são pesados 100 g de amostra.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos para oficias controle de produtos de origem animal e seus ingredientes:

II – étodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.11,p.5-6:Pescado fresco.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

PEARSON, D. Técnicas de laboratório para el analisis de alimentos. Zaragoza: Acribia, 1976. Cap.7,p.180-183. Alimentos cárnicos-carne e pescado.

 

CÁLCIO

Método A

1. Princípio

Fundamenta-se na titulação complexométrica de sais de cálcio por uma solução de EDTA em presença de indicador adequado (calceína mista).

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Forno mufla;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 100mL;

Bico de Bunsen;

Bureta de 25mL;

Cadinho de porcelana de 60mL;

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidro;

Erlenmeyers de 250 e 500mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pérolas de vidro;

Pinça de metal;

Pipeta graduada de 5mL;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Provetas de 25 e 50mL.

2.3. Reagentes:

Calceína mista;

Solução de ácido clorídrico (HCl) (1+1);

Solução de ácido clorídrico (HCl) a 10% (v/v);

Solução de cianeto de potássio (KCN) 0,1 N;

Solução de EDTA (sal dissódico) (C10H14N2O8Na2.2H2O) 0,02 M;

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 4 N;

Solução de molibdato de amônio tetrahidratado ((NH4)6Mo7O24.4H2O) a 5% (p/v);

Solução de trietanolamina (C6H15NO3) a 20% (v/v);

 

3. Procedimento

Aquecer o cadinho em forno mufla a 550ºC durante 30 minutos, resfriar em dessecador e tarar. Pesar exatamente cerca de 5 g de amostra no cadinho e levar o conjunto ao bico de Bunsen até a carbonização completa e a seguir calcinar em forno mufla a 550ºC por 4 horas, clarear as cinzas se necessário. Esfriar em dessecador e pesar.

Transferir as cinzas obtidas para erlenmeyer de 250mL contendo pérolas de vidro com o auxílio de 30mL de solução de ácido clorídrico (1+1), usando funil. Digerir a amostra em placa aquecedora a 180°C até reduzir o volume a cerca de 2mL. Retirar e deixar esfriar.

Filtrar em papel de filtro qualitativo para balão volumétrico de 100mL e completar o volume com água. Pipetar uma alíquota de 10mL para erlenmeyer de 250mL, adicionar 25mL de solução de molibdato de amônio a 5%, 2,5mL de solução de ácido clorídrico a 10% e levar a placa aquecedora a 70°C durante 1 hora. Deixar esfriar completamente.

Filtrar em papel de filtro qualitativo e recolher o filtrado em erlenmeyer de 500mL, lavar sucessivamente com água até a extração completa. Adicionar 20mL de solução de hidróxido de sódio 4 N, 5mL de solução de cianeto de potássio 0,1 N e 5mL de solução de trietanolamina a 20% (obs.: realizar esta operação em capela de exaustão). Elevar o volume a 300mL com água e adicionar pequena quantidade de calceína mista sob agitação. Titular com solução de EDTA 0,02 M. No ponto final da titulação a coloração passa de uma fluorescência verde amarelada para uma não fluorescência violácea.

 

4. Cálculos

% Ca = V x M x 40,08

p

Onde:

V =mL de solução de EDTA gastos;

p = massa da amostra em gramas;

M = molaridade da solução de EDTA;

40,08 = massa molecular do cálcio;

Cálculo em base seca

% Ca em base seca =% Ca x 100

base seca

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos para controle de alimentos para animais e seus ingredientes: métodos químicos, métodos microbiológicos. Brasília, 1981. Cap.0,p.32-33:Determinação de cálcio, fósforo e magnésio.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

Método B

1. Princípio

O cálcio se precipita como oxalato a pH 4,0, para impedir interferências de íons fosfatos. O oxalato de cálcio é dissolvido em ácido sulfúrico e o ácido oxálico que se libera é titulado com permanganato de potássio.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Forno mufla;

Placa aquecedora.

2.2 Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 200mL;

Bastão de vidro de aproximadamente 25 cm de cumprimento;

Béqueres de 300 e 400mL (forma alta);

Bico de Bunsen;

Cadinho de Gooch;

Cadinho de porcelana 100mL (forma alta);

Fibra de amianto;

Funil;

Microbureta de 5mL;

Papel de filtro qualitativo;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Provetas de 25 e 50mL;

Vidro de relógio.

2.3 Reagentes:

Solução de ácido clorídrico (HCl) (1+1);

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) (1+1);

Solução alcoólica de vermelho de metila (C15H15N3O2) a 0,1%:

Dissolver 0,1 g de vermelho de metila p.a. em aproximadamente 60mL de álcool etílico p.a.. Transferir para balão volumétrico de 100mL, completar o volume com álcool etílico p.a. e homogeneizar.

Solução de hidróxido de amônio (NH4OH) (1+1);

Solução saturada de oxalato de amônio monohidratado ((NH4)2C2O4.H2O):

Solução de hidróxido de amônio(NH4OH) (1+ 50);

Solução de permanganato de potássio (KMnO4) 0,05 N.

Preparo do elemento filtrante com fibra média de amianto:

Passar cuidadosamente cerca de 5 g de fibra de amianto para um frasco plástico de 500mL, evitando aspirar fragmentos de fibra. Encher o frasco com água destilada, tampar e agitar. Colocar um cadinho de Gooch num kitasato acoplado a linha de vácuo, verter cerca de 30 a 40mL do conteúdo do frasco sobre o cadinho e abrir a linha de vácuo. Pressionar, com um bastão de vidro, o depósito de fibra de amianto formado no fundo do cadinho e adicionar uma outra quantidade do conteúdo do frasco plástico, repetindo a aspiração.

Verificar a ocorrência de completa vedação do cadinho contra uma fonte de luz. Ao final dos procedimentos analíticos, completar o volume de água do frasco plástico. Repor a fibra de amianto somente quando a vedação não estiver sendo adequada.

 

3. Procedimento:

Pesar entre 5 e 10g da amostra em cadinho, carbonizar em placa aquecedora ou bico de Bunsen (dependendo do tipo de amostra, secar inicialmente em fluxo de vapor) e levar ao forno mufla entre 550 a 600ºC até obtenção de cinzas brancas (3 horas, no mínimo). Esfriar sobre a bancada até temperatura ambiente. Com auxílio de bastão de vidro e água destilada, transferir as cinzas para béquer de 300mL de forma alta. Lavar o cadinho com pequenas porções de ácido clorídrico (1+1), totalizando 40mL. Lavar em seguida com mais algumas porções de água completando o volume final de aproximadamente 100mL. Cobrir com vidro de relógio e aquecer em placa aquecedora a 180ºC até obter redução de 1/3 do volume inicial. Esfriar.

Filtrar em papel de filtro qualitativo, recebendo o filtrado em balão volumétrico de 200mL. Lavar o papel de filtro com água destilada, misturar o conteúdo do balão e completar o volume. Esse material constituirá a "Solução Estoque", será utilizado para a determinação de cálcio por oxidimetria e de fósforo por colorimetria. Pipetar volumetricamente uma alíquota de 25mL da solução estoque para béquer de 400mL de forma alta. Adicionar 2 a 3 gotas de solução alcoólica de vermelho de metila a 0,1% e diluir com água até cerca de 50mL.

Aquecer brandamente em placa aquecedora até início de fervura. Acrescentar, sob agitação constante, 25mL de solução saturada de oxalato de amônio a quente. Em seguida, adicionar solução de hidróxido de amônio (1+1) gota a gota até modificação da coloração avermelhada para amarelo pálido. Deixar em repouso durante 1 hora.

Filtrar lenta e cuidadosamente sob vácuo, usando cadinho de Gooch com elemento filtrante constituído de fibras médias de amianto. Lavar o béquer e o cadinho de Gooch com cerca de 100mL de solução de hidróxido de amônio (1+50), mantendo o cadinho acoplado ao sistema de vácuo. Evitar suspender o elemento filtrante na solução de lavagem durante a operação.

Transferir o cadinho de Gooch com o precipitado de oxalato de cálcio retido pelo filtro para o béquer original. Adicionar água até cobrir o cadinho, acrescentar 10mL de solução de ácido sulfúrico (1+1) e aquecer em placa aquecedora até próximo à ebulição, para dissolver o precipitado. Nesse ponto, o material poderá ser reservado até o dia seguinte para continuar com a determinação, se necessário, sem que ocorram perdas.

O ácido oxálico liberado a partir da hidrólise ácida do oxalato de cálcio deverá ser titulado com a solução de permanganato de potássio 0,05 N sob constante agitação até que seja obtida coloração rósea clara persistente por 30 segundos, utilizando, para isso, um bastão de vidro que deverá ser inserido no interior do cadinho. A temperatura do líquido no interior do béquer não deverá cair para valores abaixo de 75 oC.

 

4. Cálculo:

% Ca = V x (N x f x 0,02004 x S) x 100

p x A

Onde:

V = volume de permanganato de potássio 0,05 N gasto na titulação;

N = normalidade da solução de permanganato de potássio 0,05 N;

f = fator de correção da solução de permanganato de potássio 0,05 N;

S = volume total da solução estoque;

p = massa da amostra em gramas;

A = alíquota utilizada da solução estoque;

0,02004 = miliequivalente grama do cálcio.

 

BIBLIOGRAFIA

COMPENDIO brasileiro de alimentos animal. [Brasília]:Ministério da Agricultura e do Abastecimento; [São Paulo]:Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal: Associação Nacional dos Fabricantes de Rações;[Campinas]:Colégio Brasileiro de Nutrição Animal. p.45-48;Métodos Analíticos:cálcio (oxidimetria).

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

NORMAS analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e físicos para análise de alimentos. 3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz1985.Cap.4,p.37:Determinações Gerais

 

CLORETOS

Método A: Mercurométrico

1. Princípio

O nitrato de mercúrio II reage com íons cloretos formando o cloreto de mercúrio II, pouco ionizável. O excesso de íons mercúrio II produz com o indicador difenilcarbazona um complexo de coloração rósea violácea.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Agitador magnético;

Balança analítica;

Banho-maria;

Forno mufla.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 100mL;

Bico de Bunsen;

Bureta de 25mL;

Cadinho de porcelana;

Erlenmeyer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipeta graduada de 1mL;

Pipetas volumétricas de 10, 25 e 100mL.

2.3. Reagentes:

Solução de ácido nítrico (HNO3) (1+4);

Solução alcoólica de difenilcarbazona (C13H12N4O) a 0,1% (p/v) (estocar em refrigerador);

Solução de nitrato de mercúrio II monohidratado (Hg(NO3)2.H2O) 0,1 N.

 

3. Procedimento

Pesar de 2 a 5g de amostra. Para amostras fluídas (ex.: solução estoque de extrato de carne a 10%), pipetar 10mL utilizando pipeta volumétrica. Após carbonização, incinerar em forno mufla a 550ºC, até obtenção de cinzas claras. Adicionar 10mL de água deionizada quente, agitar e filtrar. Lavar o cadinho e o filtro com mais 50mL de água deionizada quente, receber em balão volumétrico de 100mL e completar o volume. Transferir uma alíquota de 25mL para erlenmeyer de 250mL. Acidificar com solução de ácido nítrico (1+4) (pH 2,3 - 2,8) e adicionar 1mL da solução alcoólica de difenilcarbazona a 0,1%. Titular com solução de nitrato de mercúrio II 0,1 N até coloração rósea violácea.

 

4. Cálculos

% cloretos em NaCl = V x f x N x 100 x 0,0585

p

Onde:

V =mL de solução de nitrato de mercúrio II 0,1 N gastos na titulação;

f = fator da solução de nitrato de mercúrio II 0,1 N;

N = normalidade da solução de nitrato de mercúrio II 0,1 N;

p = massa da amostra em gramas na alíquota;

0,0585 = miliequivalente do cloreto de sódio na normalidade trabalhada.

 

Método B: Argentométrico (Möhr)

1. Princípio

Os cloretos são precipitados sob a forma de cloreto de prata, em pH levemente alcalino em presença do cromato de potássio como indicador. O final da titulação é visualizado pela formação de precipitado vermelho tijolo de cromato de prata.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Agitador magnético;

Balança analítica;

Banho-maria;

Forno mufla.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 100mL;

Bastão de vidro;

Bico de Bunsen;

Bureta de 25mL;

Erlenmeyers de 125 e 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas graduadas de 1 e 5mL;

Pipetas volumétricas de 10, 25, 100mL.

2.3. Reagentes:

Solução de ácido nítrico (HNO3) (1+9);

Carbonato de cálcio (CaCO3) p.a. ou bicarbonato de sódio (NaHCO3) p.a.;

Solução de cromato de potássio (K2CrO4) a 5% (p/v);

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N;

Solução de nitrato de prata (AgNO3) 0,1 N.

 

3. Procedimento

Pesar 2 a 5g da amostra. Para extrato de carne, pipetar volumetricamente 10mL da solução a 10%. Após carbonização, incinerar em forno mufla a 550ºC até obtenção de cinzas claras. Adicionar 2 a 3 gotas de solução de ácido nítrico (1+9) para facilitar a dissolução das cinzas e 10mL de água deionizada quente. Agitar com bastão de vidro, filtrar, recebendo o filtrado em erlenmeyer de 250mL. Lavar bem o cadinho e o papel de filtro com água deionizada quente. Ajustar o pH do filtrado entre 6,5 a 10,5 com solução de hidróxido de sódio 0,1 N, bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio. Se for usado carbonato de cálcio ou bicarbonato de sódio, aquecer em banho-maria até não haver mais desprendimento de dióxido de carbono. Adicionar 1mL de solução de cromato de potássio a 5% e titular com solução de nitrato de prata 0,1 N até coloração vermelho-tijolo.

 

4. Cálculos

% cloretos em NaCl = V x f x N x 100 x 0,0585

p

Onde:

V =mL de solução de nitrato de prata 0,1 N gastos na titulação;

f = fator da solução de nitrato de prata 0,1 N;

p = massa da amostra em gramas ou na alíquota;

N = normalidade da solução de nitrato de prata 0,1 N;

0,0585 = miliequivalente grama do cloreto de sódio na normalidade trabalhada.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.2,p.15-17:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

CREATININA

1. Princípio

A creatinina reage, em meio alcalino, com ácido pícrico, formando o picrato de creatinina de coloração alaranjada.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Cronômetro;

Espectrofotômetro.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balões volumétricos de 50 e 100mL;

Bastão de vidro;

Béqueres de 50 e 100mL;

Colunas cromatográficas de 21 mm de diâmetro interno e 400 mm de comprimento;

Lã de vidro;

Papel indicador para pH faixa de 0 a 5;

Pipetas volumétricas de 1, 2, 5 e 10mL;

Pipeta graduada de 5mL;

Proveta de 20mL.

2.3. Reagentes:

Ácido clorídrico (HCl) p.a.;

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,2 N;

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 5 N;

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 1 N;

Óxido de alumínio 90 estandartizado (grau de atividade II - III) para análise cromatográfica por adsorção, segundo Brockmann;

Solução de picrato alcalino:

Pipetar 72mL de solução de ácido pícrico (C6H3N3O7) a 1% (p/v) e completar o volume para 100mL com água. Adicionar a esta solução 100mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH) 1 N. Preparar momentos antes de utilizar.

Solução padrão estoque de creatinina (C4H7N3O) 75 mg/L:

Pesar exatamente 75 mg de creatinina seca em estufa a 110ºC por 30 minutos. Adicionar aproximadamente 5mL de ácido clorídrico p.a. e completar o volume para 1 litro com água. Mantida sob refrigeração, esta solução é estável no mínimo por 1 ano.

 

3. Procedimento

Transferir 1mL de solução a 10% de extrato de carne para balão volumétrico de 100mL. Adicionar 20mL de água, 1,5mL de ácido clorídrico p.a. e colocar em banho-maria por uma hora. Esfriar à temperatura ambiente e ajustar o pH entre 2 e 3 com solução de hidróxido de sódio 5 N. Completar o volume até o traço de referência com água. Pipetar 10mL desta solução e filtrar por uma coluna de alumina (preparar uma coluna cromatográfica com pequena porção de lã de vidro na ponta e cerca de 6 g de óxido de alumínio 90 estandartizado). Recolher o filtrado em béquer de 50mL. Transferir volumetricamente 2mL do filtrado para balão volumétrico de 50mL e adicionar 5mL de solução de picrato alcalino. Esperar 5 minutos e completar o volume com solução de hidróxido de sódio 0,2 N. Ler imediatamente a 480 nm contra o branco. Comparar as leituras com 2 padrões de creatinina.

Preparo dos padrões de creatinina:

Transferir alíquotas de 1,8 e 2mL de solução padrão estoque de creatinina 75 mg/L para balões volumétricos de 50mL. Adicionar 5mL de solução de picrato alcalino e proceder como o descrito para a amostra.

 

4. Cálculos

% mg de creatinina = A x C

P

Onde:

A = absorbância da amostra;

P = absorbância do padrão;

C = 6,75 - concentração do padrão de creatinina em mg para alíquota de 1,8mL;

C = 7,50 - concentração do padrão de creatinina em mg para alíquota de 2,0mL.

Obs.: A reação da creatinina com o picrato alcalino é favorecida à temperatura de 30ºC. Sendo assim, é necessário usar banhos a esta temperatura, tanto para a reação de creatinina, como para a solução de hidróxido de sódio 0,2 N.

 

BIBLIOGRAFIA

HADORN H. Beitrag zur kreatininbestimmung in suppuwürteuywurteu und bouillonpraparet eu. Mitt. Lebeusmettelunters,lv.37, p 342-362. 1946

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

MÜLLER, H. Beitrag zur kreatininbestimmung in fleischextrakt und fleishentrakthaltigen erzeugnisseu. erzeugnisseu. Z. Analyt. Chemie’212 Wisbaden, p.37-46. 1965.

 

DRIPPING-TEST - Teor de Líquido Perdido por Degelo de Aves

1. Princípio

Baseia-se na determinação gravimétrica do teor de líquido perdido pelas aves congeladas no degelo em condições padronizadas.

Este método não é aplicável às aves tratadas com polifosfatos ou com outras substâncias que têm por efeito aumentar a retenção de água.

 

2. Material

2.1. Equipamento:

Balança com capacidade até 5 kg com resolução de ± 0,1 g.

Banho com circulação de água, controlada termostaticamente à temperatura de + 42ºC ± 2ºC.

O banho deve conter um volume de água não inferior a 8 vezes o volume da carcaça a ser controlada.

2.2. Vidrarias, utensílios e outros:

Sacos plásticos, resistentes e impermeáveis com capacidade suficiente para conter a carcaça e permitir um fechamento seguro;

Toalhas de papel para secar as aves;

Termômetro;

Guias ou pesos para manter as carcaças mergulhadas verticalmente.

 

3. Procedimento

Manter as carcaças a uma temperatura de –12ºC até o momento da análise. Enxugar o lado externo da embalagem de modo a eliminar todo o líquido e gelo. Pesar arredondando para o valor inteiro mais próximo, expresso em gramas, obtêm-se "Mo". Retirar a carcaça congelada de dentro da embalagem (com as vísceras), enxugar a embalagem e pesá-la, arredondando para o inteiro mais próximo expresso em gramas, obtêm-se "M1". Introduzir a carcaça, com os miúdos, num saco plástico colocando a cavidade abdominal voltada para o fundo do saco plástico e fechá-lo tendo o cuidado de retirar o excesso de ar por meio de pressão manual. A parte do saco que contêm a carcaça e as vísceras deve ser mergulhada completamente no banho de tal maneira que a água não penetre no interior do mesmo. Os sacos individuais não devem tocar uns nos outros. Deixar o saco no banho de água mantido a 42 ± 2ºC movendo-o e ou agitando a água de um modo contínuo, até que o centro térmico da carcaça atinja pelo menos 4ºC. As carcaças não devem permanecer no banho, mais tempo que o necessário para se alcançarem os 4ºC. O tempo de imersão necessário para as carcaças armazenadas a –12ºC é da ordem de:

 

MASSA DA AVE MAIS VÍSCERAS                               TEMPO DE IMERSÃO

( EM GRAMAS )                                           ( EM MINUTOS )

 

Até 800                                                                         65

 

801 a 900                                                                  72

 

901 a 1000                                                                 78

 

1001 a 1100                                                                 85

 

1101 a 1200                                                                 91

 

1201 a 1300                                                                 98

 

1301 a 1400                                                                 105

 

Acima de 1400 gramas aumentar o tempo de permanência no banho em 7 minutos para cada 100 g adicionais na massa da ave. Após o período de imersão, retirar o saco plástico do banho. Abrir um orifício na parte inferior de modo que a água liberada pelo descongelamento possa escorrer e deixar à temperatura ambiente entre 18 e 25 oC durante uma hora. Retirar a carcaça descongelada do saco e as vísceras da cavidade toráxica. Enxugar a carcaça interna e externamente com toalha de papel. Perfurar o invólucro das vísceras, deixar escoar e secar o invólucro e as vísceras descongeladas. Pesar a carcaça descongelada juntamente com as vísceras e seu invólucro arredondando para o inteiro mais próximo, obtém-se "M2". Pesar o invólucro, que continha as vísceras arredondando para o inteiro mais próximo, obtêm-se "M3".

 

4. Cálculos

% de líquido perdido =             Mo - M1 - M2 x 100

Mo - M1 - M3

Obs: Para lotes com pesos diferentes, colocar primeiro no banho as carcaças mais pesadas. Para cada 100 g a menos, deixar passar 7 minutos, colocar então o próximo lote e assim por diante. No final, todas as aves sairão ao mesmo tempo.

 

BIBLIOGRAFIA

CAMPOS,S.D.S.Parâmetros de qualidade de frangos congelados: caracterização e alterações decorrentes da estocagem.Campinas.1993.Tese:Doutorado em Engenharia de Alimentos.Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia de Alimentos.

FAO Manual of food quality control 3,[Roma],1979. p.187-189.

JORNAL OFICIAL das Comunidades Européias.Determinação da quantidade de água resultante da descongelação.[S.L.] 1993. 6p.

 

FÓSFORO

1. Princípio

Fundamenta-se na reação de Misson. A partir de uma reação em meio ácido, o ortofosfato presente reage com solução de vanadato e molibdato de amônio, formando um complexo estável de coloração amarela, que é medida colorimetricamente a 420 nm.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Colorímetro ou espectrofotômetro;

Forno mufla;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bequer de 300mL;

Bico de Bunsen;

Balões volumétricos de 100 e 200mL;

Cadinho de porcelana de 60mL;

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas volumétricas de 5 e 10mL;

Pipetas graduadas de 5 e 10mL;

Proveta de 50mL;

Tubos de ensaio;

Vidro de relógio.

2.3. Reagentes:

Solução de ácido clorídrico (HCl) (1+1);

Solução de ácido nítrico (HNO3) p.a.

Solução de ácido sulfúrico 10 N;

Solução de metavanadato de amônio (NH4VO3) a 0,25%;

Solução de molibdato de amônio tetrahidratado ((NH4)6MO7O24.4H2O) a 5%;

Reagente misto:

Misturar 1 parte da solução de metavanadato de amônio a 0,25% com 1 parte da solução de molibdato de amônio a 5% e homogeneizar. Preparar momentos antes de utilizar.

3. Procedimento

Pesar em torno de 5 a 10 g da amostra em cadinho, carbonizar em placa aquecedora ou bico de Bunsen (dependendo do tipo de amostra, secar inicialmente em fluxo de vapor) e levar ao forno mufla a 550 a 600ºC até obtenção de cinzas claras (3 horas no mínimo). Esfriar sobre a bancada até temperatura ambiente. Com auxilio de bastão de vidro e água, transferir as cinzas para béquer de 300mL de forma alta, lavar o cadinho com pequenas porções de solução de ácido clorídrico (1+1), totalizando 40mL. Lavar em seguida com mais algumas porções de água complentando o volume final de aproximadamente 100mL. Cobrir com o vidro de relógio e aquecer em placa aquecedora a 180ºC até obter redução de 1/3 do volume inicial e esfriar. Filtrar em papel de filtro qualitativo recebendo o filtrado em balão volumétrico de 200mL. Lavar o papel de filtro com água, misturar o conteúdo do balão e completar o volume.

Retirar uma alíquota de 20mL para balão volumétrico de 100mL com um pouco de água, adicionar 4mL de solução de ácido sulfúrico 10 N e completar o volume com água. Em tubo de ensaio pipetar volumetricamente 10mL da solução acima e adicionar 4mL do reagente misto preparado recentemente. Deixar em repouso por 20 minutos e fazer a leitura a 420 nm contra um branco.

 

4. Cálculos

% P = A x F x 100

p

Onde:

A = absorbância da amostra;

F = fator de calibração da curva padrão;

p = microgramas da amostra na alíquota.

Preparo da curva padrão:

Fazer uma solução padrão com exatamente cerca de 0,4394 g de monofosfato de potássio previamente seco em estufa a 105ºC por 2 horas. Solubilizar e transferir para balão volumétrico de 1000mL, adicionar aproximadamente 500mL de água e 100mL de solução de ácido sulfúrico 10 N. Completar o volume. Cada mL desta solução contém 100 g de fósforo. Fazer as diluições, construir a curva e calcular o fator F de correção.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.33-35:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

 

 

GLICÍDIOS REDUTORES EM GLICOSE

Método de Lane - Eynon

1. Princípio

Os glicídios redutores são solubilizados em água, separados por filtração e determinados pelo método Lane-Eynon, onde os íons cúpricos da solução de Fehling são reduzidos quantitativamente, sob ebulição, a óxido cuproso por titulação com solução de açúcar redutor. O ponto final é alcançado quando um pequeno excesso do açúcar redutor descolora o azul de metileno.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Estufa;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balões volumétricos de 100, 250 e 1000mL;

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Bico de Bunsen;

Bureta de 25mL;

Erlenmeyer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pinça de metal;

Pipeta graduada de 1mL;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Proveta de 50mL.

2.3. Reagentes:

Ácido lático (C3H6O3) p.a.;

Solução de azul de metileno (C16H18ClN3S.3H2O) a 1% (p/v);

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[Fe(CN)6].3H2O) a 15% (p/v);

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO)2Zn.2H2O) a 30% (p/v);

Solução de Fehling A:

Dissolver 34,639 g de sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) p.a. em água e diluir a 1000mL em balão volumétrico;

Solução de Fehling B:

Dissolver 173 g de tartarato duplo de sódio e potássio (C4H4NaO6.4H2O) p.a. (sal de Rochelle) e 125g de hidróxido de sódio (NaOH) p.a. em água. Diluir a 1000mL em balão volumétrico;

Solução Padrão de Glicose (C6H12O6):

Pesar exatamente cerca de 0,5 g de glicose p.a., previamente seca em estufa a 70ºC durante 1 hora. Transferir para balão volumétrico de 100mL com auxílio de água, dissolver e completar o volume. A solução padrão de glicose para titular a solução de Fehling deve ser recentemente preparada (o final da titulação será em torno de 10mL de glicose).

Determinação do Título da Solução de Fehling:

Colocar na bureta a solução padrão. Transferir com pipeta volumétrica 10mL de cada uma das soluções de Fehling A e B para erlenmeyer de 250mL. Adicionar 40mL de água e aquecer até ebulição. Gotejar a solução padrão, sem agitação, até quase o final da titulação. Manter em ebulição. Adicionar 1 gota de solução de azul de metileno a 1% e completar a titulação até descoramento do indicador. A titulação deve ser feita sob ebulição e não pode ultrapassar 3 minutos.

Título da Solução de Fehling:

T = Volume emmL gasto de glicose x 0,50

100

Obs: Se usar alíquotas de 5mL da solução de Fehling A e B, usar T/2.

 

3. Procedimento

Pesar 25 g de amostra homogeneizada em béquer de 250mL. Adicionar 50mL de água quente e homogeneizar com bastão de vidro. Transferir para balão volumétrico de 250mL. Adicionar 2mL de ácido lático, 5mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 5mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%. Agitar bem e completar o volume. Deixar sedimentar por 15 minutos. Filtrar em papel de filtro seco para erlenmeyer.

Colocar na bureta 25mL do filtrado obtido. Pipetar volumetricamente 5 ou 10mL de solução de Fehling A e 5 ou 10mL da solução de Fehling B para erlenmeyer de 250mL. Adicionar 40mL de água. Aquecer até ebulição e gotejar a solução da amostra até o líquido sobrenadante ficar levemente azulado. Mantendo a ebulição, adicionar 1 gota de solução de azul de metileno a 1% e continuar a titulação sob ebulição, até descoloração do indicador. Esta titulação não deverá ultrapassar 3 minutos, manter em ebulição durante toda a titulação.

 

4. Cálculos

Porcentagem de Glicose:

% de glicídios redutores em glicose = 250 x 100 x T

V x p

Onde:

250 = volume da solução;

100 = porcentagem;

T = título da solução de Fehling; se usar alíquotas de 5mL da solução de Fehling A e B, usar T/2;

V = volume da amostra gasto na titulação (mL);

p = massa da amostra em gramas.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.8-11:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93 [S.l.], 1993. 1584p.

 

GLICÍDIOS NÃO REDUTORES EM SACAROSE

1. Princípio

A sacarose é hidrolisada com ácido clorídrico, produzindo duas moléculas de glicídios redutores. Após neutralização e filtração, todos os glicídios redutores são determinados pelo método de Lane-Eynon, onde os íons cúpricos da solução de Fehling são reduzidos quantitativamente, sob ebulição, a óxido cuproso por titulação com solução de açúcar redutor. O ponto final é alcançado quando um pequeno excesso de açúcar redutor descolora o azul de metileno.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Estufa;

Placa aquecedora.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 250mL;

Béquer de 250mL;

Bico de Bunsen;

Bureta de 25mL;

Erlenmeyer de 250mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pinça de metal;

Pipetas graduadas de 1 e 2mL;

Pipetas volumétricas de 5 e 10mL;

Proveta de 50mL.

2.3. Reagentes:

Ácido clorídrico (HCl) p.a.;

Solução de azul de metileno (C16H18ClN3.3H2O) a 1% (p/v);

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[Fe(CN)6].3H2O) a 15% (p/v);

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 10 ou 40% (p/v);

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO)2Zn.2H2O) a 30% (p/v).

Solução de Fehling A:

Dissolver 34,639 g de sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) p.a. em água. Diluir a 1000mL em balão volumétrico.

 

Solução de Fehling B:

Dissolver 173 g de tartarato duplo de sódio e potássio tetrahidratado (C4H4NaO6.4H2O) p.a. (sal de Rochelle) e 125 g de hidróxido de sódio (NaOH) p.a. em água. Diluir a 1000mL em balão volumétrico;

Solução Padrão de Glicose (C6H12O6):

Pesar exatamente cerca de 0,5 g de glicose p.a., previamente seca em estufa a 70ºC durante 1 hora. Transferir para balão volumétrico de 100mL com auxílio de água, dissolver e completar o volume. A solução padrão de glicose para titular a solução de Fehling deve ser recentemente preparada. (O final da titulação será em torno de 10mL de glicose).

Determinação do Título da Solução de Fehling:

Colocar na bureta a solução padrão. Transferir com pipeta volumétrica 10mL de cada uma das soluções de Fehling A e B para erlenmeyer de 250mL. Adicionar 40mL de água e aquecer até ebulição. Gotejar a solução padrão, sem agitação, até quase o final da titulação. Manter em ebulição. Adicionar 1 gota de solução de azul de metileno a 1% e completar a titulação até descoramento do indicador. A titulação deve ser feita sob ebulição e não pode ultrapassar 3 minutos.

Título da Solução de Fehling:

T = Volume emmL gasto de glicose x 0,50

100

 

3. Procedimento:

Pesar 25g de amostra homogeneizada em béquer de 250mL. Adicionar 50mL de água e aquecer em banho-maria por 10 minutos agitando ocasionalmente. Adicionar 2mL de ácido clorídrico p.a. e levar ao banho a 60ºC por 60 minutos. Transferir para balão volumétrico de 250mL. Esfriar e neutralizar com hidróxido de sódio a 10 ou 40%, usando papel indicador. A neutralização não deve ultrapassar o pH 7. Adicionar 2mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 2mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%. Agitar, esfriar e completar o volume. Deixar sedimentar por 15 minutos. Filtrar em papel de filtro seco para erlenmeyer.

Colocar na bureta 25mL do filtrado obtido. Pipetar volumetricamente 5 ou 10mL de solução de Fehling A e 5 ou 10mL da solução de Fehling B para erlenmeyer de 250mL. Adicionar 40mL de água. Aquecer até ebulição e gotejar a solução da amostra até o líquido sobrenadante ficar levemente azulado. Mantendo a ebulição, adicionar 1 gota de solução de azul de metileno a 1% e continuar a titulação sob ebulição, até descoloração do indicador. Esta titulação não deverá ultrapassar 3 minutos, manter em ebulição durante toda a titulação.

 

4. Cálculos

Porcentagem de Sacarose:

% de glicídios totais = 250 x 100 x T

V x p

% glicídios não redutores em sacarose = (% glicídios totais -% glicose) x 0,95;

Onde:

0,95 = fator de transformação das hexoses em sacarose;

250 = volume da solução;

100 = porcentagem;

T = título da solução de Fehling; se usar 5mL da solução de Fehling A e Fehling B, usar T/ 2;

V = volume da amostra gasto na titulação (mL);

p = massa da amostra em gramas.

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.11-13:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

ÍNDICE DE PERÓXIDOS

1. Princípio

Devido à sua ação fortemente oxidante, os peróxidos orgânicos formados no início da rancificação atuam sobre o iodeto de potássio liberando iodo, que será titulado com tiossulfato de sódio em presença de amido como indicador.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria ou placa aquecedora.

Processador de alimentos;

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidro;

Bureta de 25mL;

Bastão de vidro;

Frasco para determinação de índice de iodo ou erlenmeyer de 250mL com tampa esmerilhada;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas graduadas 1 e 5mL;

Pipeta volumétrica de 25mL;

Provetas de 50 e 250mL.

2.3. Reagentes:

Ácido acético (CH3COOH) p.a.;

Clorofórmio (CHCl3) p.a.;

Solução de amido a 1% (p/v) recentemente preparada.

Solução de clorofórmio e ácido acético (1+3);

Solução de tiossulfato de sódio pentahidratado (Na2S2O3.5H2O) 0,01 N;

Solução saturada de iodeto de potássio (KI);

Sulfato de sódio anidro (Na2SO4) p.a.;

 

3. Procedimentos

3.1. Produtos cárneos

Cortar em pedaços 30 a 100 g de amostra segundo seu frescor e conteúdo de gordura. Triturar em processador com 250mL de clorofórmio por 2 a 3 minutos. Filtrar imediatamente todo o conteúdo do processador em papel de filtro pregueado. Refiltrar em papel de filtro que contenha uma pequena quantidade de sulfato de sódio anidro, utilizando 100mL de clorofórmio para lavar o recipiente. Transferir volumetricamente 25mL de filtrado obtido para erlenmeyer de 250mL, adicionar 37mL de ácido acético p.a. e 1mL de solução saturada de iodeto de potássio. Esperar 1 minuto agitando ocasionalmente em ausência de luz. Adicionar 30mL de água e titular com solução de tiossulfato de sódio 0,01 N usando solução de amido a 1% como indicador.

Determinação da massa na alíquota.

Pipetar volumetricamente 25mL do extrato clorofórmico para uma cápsula previamente seca e tarada. Evaporar o solvente em banho-maria a 60ºC, secar em estufa a 105ºC por 30 minutos, esfriar em dessecador e pesar. Usar a massa da gordura obtida para cálculos.

3.2. Gorduras (banha, sebo, óleos)

Pesar cerca de 5g de gordura fundida a 60ºC e filtrada, em frasco para determinação de índice de iodo. Adicionar 30mL de solução de clorofórmio e ácido acético (1+3), e agitar para dissolver. Adicionar 0,5mL de solução saturada de iodeto de potássio, agitar e deixar em repouso por 1 minuto em ausência de luz. Adicionar 30mL de água, lavando a rolha.

Titular com solução de tiossulfato de sódio 0,01 N até que a coloração amarela tenha diminuído. Adicionar 0,5mL de solução de amido a 1% e continuar titulando, agitando até desaparecer a coloração azul. Efetuar prova em branco, subtraindo seu resultado da titulação da amostra.

 

 

4. Cálculos

Índice de peróxidos em mEq/kg = (V-V’) x N x f x 1000

p

Onde:

V =mL da solução de tiossulfato de sódio 0,01 N gastos na titulação;

N = normalidade da solução de tiossulfato de sódio 0,01 N;

V’=mL da solução de tiossulfato de sódio 0,01 N gastos na titulação do branco;

p = massa da amostra em gramas ou massa da amostra na alíquota;

f = fator de correção da solução de tiossulfato de sódio 0,01 N.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.8,p.5:Banha

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

PEARSON, D. Técnicas de laboratório para el analisis de alimentos. Zaragoza: Acribia, 1976. Cap.5,p.137-139:Índice de aceites y enranciamento.

 

LIPÍDIOS

Método A - Por Extração com Solvente Orgânico

1. Princípio

Fundamenta-se na solubilidade dos lipídios em solventes apropriados (éter de petróleo ou n-hexano ou éter etílico anidro). Os lipídios extraídos são posteriormente determinados por gravimetria.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Estufa;

Extrator de Soxhlet com aquecimento elétrico ou banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Algodão desengordurado;

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Cartucho de extração;

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidro;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pérolas de vidro;

Proveta de 25mL.

2.3. Reagentes:

Éter de petróleo ou n-hexano (C6H14) ou éter etílico anidro (C4H10O) livre de peróxidos.

Agitar o éter etílico com solução sulfúrica de sulfato ferroso (FeSO4) a 2% (p/v), cujo volume deve corresponder a 1/5 do volume de éter etílico. Agitar por 15 minutos, decantar. Lavar com água alcalinizada e decantar. Desidratar com sulfato de sódio anidro (Na2SO4) p.a.. Para manter o éter etílico livre de peróxidos, adicionar uma folha de zinco úmida (previamente submersa durante 1 minuto em solução de sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) p.a. a 5%) acidificada com 0,5mL de ácido sulfúrico (H2SO4) p.a. depois lavada com água. Para 1000mL de éter etílico usar aproximadamente 8,0cm² de folha de zinco cortada em tiras suficientemente longas para alcançar pelo menos metade do recipiente.

Obs: A solução sulfúrica de sulfato ferroso a 2% se oxida. Adicionar limalhas de ferro p.a. para estabilizar.

 

3. Procedimento

Pesar amostra conforme os itens 3.1 ou 3.2, secar em estufa a 105ºC durante 2 horas ou usar a amostra após a determinação da umidade. Transferir a substância seca e fragmentada para um cartucho de extração com auxílio de um bastão de vidro e uma porção de algodão desengordurado. Cobrir a amostra no cartucho com o algodão. Aquecer o balão de Soxhlet por 1 hora em estufa a 105ºC, esfriar em dessecador e pesar. Colocar o cartucho no extrator de Soxhlet e extrair com solvente por um período mínimo de 6 horas (de acordo com o teor de lipídios pode ser de 8 a 12 horas). Evaporar o solvente em banho-maria a 65ºC e colocar o balão com resíduo em estufa a 105ºC por 1 hora. Esfriar em dessecador e pesar. Colocar o cartucho no extrator de Soxhlet e extrair com solvente por período mínimo de 6 horas (de acordo com o teor de lipídios pode ser de 8 a 12 horas). Evaporar o solvente em banho-maria a 65ºC e colocar o balão com resíduo em estufa a 105ºC por 1 hora. Esfriar em dessecador e pesar. Repetir as operações até obter peso constante.

3.1. Produtos de salsicharia, enlatados, charque e outros produtos curados:

Pesar exatamente cerca de 5 g de amostra homogeneizada.

3.2. Extrato de carne:

Utilizar a amostra da determinação de umidade, transferindo cuidadosamente as pérolas de vidro, envoltas pela amostra para o cartucho de extração de Soxhlet.

4. Cálculos

% lipídios = 100 x p

p'

Onde:

p = massa de lipídios extraídos em gramas;

p' = massa da amostra em gramas.

 

Método B - Pelo Butirômetro de Leite

1. Princípio

Fundamenta-se no ataque seletivo da matéria orgânica por meio de ácido sulfúrico com exceção dos lipídios, que são separados por centrifugação com auxílio do álcool isoamílico que modifica a tensão superficial.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Centrífuga de Gerber.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bastão de vidro;

Béquer de 50mL;

Butirômetro de Gerber para leite;

Papel absorvente;

Pipetas graduadas de 5 e 10mL ou pipetador automático;

Pipeta volumétrica de 1mL.

2.3. Reagentes:

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) d=1,820:

Adicionar com cuidado 925mL, de ácido sulfúrico d=1,840 sobre 120mL de água. Homogeneizar, esfriar e conferir com o densímetro;

Álcool isoamílico (C5H12O) p.a..

 

3. Procedimento

Pesar em balança analítica 1 a 3 g de amostra homogeneizada de acordo com seu teor de gordura. Adicionar 4mL de água quente, homogeneizar, adicionar 7mL de ácido sulfúrico d=1,820. Homogeneizando com bastão de vidro de tal forma que não sobrem resíduos de carne. Passar cuidadosamente para butirômetro de leite sem perda da amostra com auxílio de bastão de vidro. Lavar 2 vezes o béquer com 2mL de água quente e 1,5mL de solução de ácido sulfúrico d=1,820. Adicionar 1mL de álcool isoamílico. Enxugar a boca do butirômetro com papel e arrolhar bem. Colocar em banho-maria a 65ºC por 10 minutos. Centrifugar durante 5 minutos a 1500 rpm. Recolocar no banho-maria, fazer a leitura e calcular a porcentagem de gordura.

 

4. Cálculos

% lipídios = leitura no butirômetro x 11,33

p

Onde:

p = massa da amostra em gramas;

11,33 = massa em gramas do leite, se utilizarmos o método de Rose Gottlieb:

d = m/v;

densidade média do leite = 1,030;

V = volume da amostra (11mL);

m = d x V = 1,030 x 11 = 11,33 g.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.7-8:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

NITRATOS

1. Princípio

O nitrato é reduzido a nitrito por ação do cádmio esponjoso em meio alcalino. A seguir, é feita a diazotação dos nitritos com ácido sulfanílico e copulação com cloridrato de alfa-naftilamina em meio ácido, formando o ácido alfa-naftilamino-p-azobenzeno-p-sulfônico de coloração rósea. O produto resultante é determinado espectrofotometricamente a 540 nm.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Agitador magnético;

Balança analítica;

Espectrofotômetro;

Banho-maria.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balões volumétricos de 50, 100, 250 e 1000mL;

Béquer de 50mL;

Erlenmeyers de 125, 250 ou 500mL;

Funil;

Pipeta graduada de 5mL;

Papel de filtro qualitativo;

Pipetas volumétricas de 5, 10 e 20mL.

2.3. Reagentes:

Solução de tetraborato de sódio decahidratado (Na2B4O7.10H2O) a 5%;

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[Fe(CN)6].3H2O) a 15% (p/v);

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO)2 Zn.2H2O) a 30% (p/v);

Solução de sulfanilamida (C6H8N2O2) a 0,5% (p/v):

Dissolver 1,25 g de sulfanilamida em 250mL de solução de ácido clorídrico (HCl) p.a. (1+1). A solução é estável por 1 a 2 meses;

Solução de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina (C12H16Cl2N2) a 0,5% (p/v):

Dissolver 0,5 g de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina em 100mL de água. Estocar em frasco âmbar sob refrigeração. A solução deve ser desprezada quando apresentar alteração da coloração;

Solução tampão pH 9,6 - 9,7:

Diluir 20mL de ácido clorídrico p.a. para 500mL de água. Adicionar 50mL de hidróxido de amônio (NH4OH) p.a. e diluir para 1000mL com água. Verificar o pH e acertar se necessário;

Solução tampão pH 9,6 - 9,7 diluído (1+9):

Tomar 100mL da solução tampão pH 9,6 - 9,7 e diluir para 1000mL com água.

Cádmio esponjoso: Preparar 1000mL de solução de sulfato de cádmio (CdSO4.8H2O) a 20% e transferir para um béquer de 2000mL. Adicionar de 8 a 10 barras de zinco metálico, deixando-as totalmente imersas na solução. A medida em que for depositando cádmio nas barras, retirar utilizando espátula de porcelana ou de material plástico e transferir para um béquer contendo água em quantidade suficiente para cobrir todo o cádmio. Transferir todo o conteúdo do béquer para um copo de processador (constituído de material plástico ou de vidro), homogeneizar e em seguida passar em peneira de 35 mesh, recolhendo em outro béquer, mantendo o cádmio sempre coberto com água. O material retido na peneira deverá retornar ao béquer de 2000mL com barras de zinco para posterior reaproveitamento. O cádmio batido e peneirado será posto a decantar completamente. Remover a água sobrenadante e iniciar o tratamento do resíduo (cádmio esponjoso) da seguinte maneira:

Cobrir todo o cádmio com solução de ácido clorídrico (HCl) 2 N;

Deixar em contato (repouso) por dois minutos, no máximo;

Decantar e remover o ácido clorídrico sobrenadante;

Lavar o cádmio com água até pH neutro ou pH da água empregada na lavagem, avaliando o pH com papel indicador;

Adicionar solução de ácido cloridríco (HCl) 0,1 N até cobrir todo o cádmio deixando em repouso por 15 minutos, no mínimo;

Decantar e remover o ácido cloridríco sobrenadante;

Lavar o cádmio com água até pH neutro;

Decantar e remover a água sobrenadante e adicionar solução tampão pH 9,6 - 9,7 diluída (1+9) e deixar em contato por, no mínimo, 15 minutos. Decorrido este tempo o cádmio estará pronto para ser utilizado. O cádmio deverá permanecer imerso no tampão diluído durante a condução da análise, sendo lavado posteriormente com água e deixado em repouso, sempre imerso em água até que seja recuperado (a recuperação consiste em tratar o cádmio utilizado nas análises de acordo com o mesmo procedimento descrito acima). O cádmio esponjoso não usado deverá ser mantido em água. Substituir a água do cádmio esponjoso por tampão pH 9,6 - 9,7 diluído (1+9) pelo menos 15 minutos antes da sua utilização em análises.

Solução padrão estoque de nitrito de sódio (NaNO2) p.a.:

a) Usando nitrito de prata (AgNO2) p.a.:

Pesar 0,46 g de nitrito de prata e dissolver em 100mL de água quente. Transferir a solução, quantitativamente, para balão volumétrico de 1000mL. Pesar 0,25 g de cloreto de sódio, adicionar ao balão, completar o volume e homogeneizar. Deixar decantar. Pipetar 5mL do sobrenadante para balão volumétrico de 100mL e completar o volume, 1mL desta solução corresponde a 10 g de nitrito de sódio;

b) Usando nitrito de sódio:

Pesar 500 mg de nitrito de sódio de pureza mínimo de 99%, transferir para balão volumétrico de 500mL e completar o volume. Transferir 1mL da solução para balão volumétrico de 100mL e completar o volume, 1mL desta solução corresponde a 10 g de nitrito de sódio.

Solução padrão de nitrato de sódio (NaNO3) p.a.:

Dessecar o nitrato de sódio por 24 horas em dessecador. Pesar 0,1 g e dissolver em água. Adicionar 50mL da solução tampão pH 9,6 - 9,7 e completar para 100mL com água. Tomar 1mL desta solução e levar para 100mL com água (solução de trabalho). A solução padrão de nitrato de sódio deverá ser preparada no momento da análise.

Curva padrão de Nitrito de sódio:

Pipetar alíquotas de 0,25 - 0,5 - 0,75 - 1,0 - 1,5 - 2,0 e 2,5mL da solução de nitrito de sódio a 10 m g/mL para balões volumétricos de 50mL. Adicionar a cada um, 5mL de solução de sulfanilamida a 0,5%, aguardar 3 minutos e adicionar 3mL de solução de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina a 0,5%, agitando após cada adição. Completar o volume e homogeneizar. Deixar em repouso por 30 minutos e ler a 540 nm contra um branco dos reagentes. Construir a curva de absorbância x concentração (m g nitrito de sódio/50mL) e calcular o fator F de correção da curva.

 

3. Procedimento

Pesar 10 g de amostra homogeneizada em béquer de 50mL. Transferir para erlenmeyer de 500mL com o auxílio de 100mL de água quente. Adicionar 5mL de solução de tetraborato de sódio a 5%. Deixar em banho-maria por 15 minutos, agitando frequentemente. Esfriar à temperatura ambiente. Com o auxílio de um funil e bastão de vidro, passar o conteúdo do erlenmeyer, quantitativamente para balão volumétrico de 250mL. Lavar bem o erlenmeyer com aproximadamente 50mL de água quente (60ºC). Deixar esfriar e adicionar 5mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 5mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%. Agitar por rotação após a adição de cada reagente e completar o volume com água. Filtrar em papel de filtro qualitativo. Transferir uma alíquota de 20mL do filtrado desproteinizado para um erlenmeyer de 125mL. Adicionar 5mL da solução tampão pH 9,6 - 9,7 e aproximadamente 20 g do cádmio esponjoso em cada erlenmeyer. Lavar as paredes do erlenmeyer com o mínimo de água. Colocar no agitador por 15 minutos, no mínimo e deixar sedimentar. Filtrar o sobrenadante em papel de filtro qualitativo, recolhendo diretamente em balão volumétrico de 100mL. Lavar o erlenmeyer no mínimo 3 vezes com água, agitando por 2 minutos a cada lavagem. Sedimentar e filtrar. Lavar o papel de filtro e completar o volume com água. Pipetar 10mL para um balão volumétrico âmbar de 50mL.

Adicionar 5mL da solução tampão pH 9,6 - 9,7. Adicionar 5mL da solução de sulfanilamida a 0,5% e agitar. Após 3 minutos adicionar 3mL da solução de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina a 0,5% e completar o volume com água. Após 15 minutos fazer a leitura a 540 nm. O resultado obtido refere-se ao teor de nitritos totais.

 

4. Cálculos

m g/mL de nitritos totais = A x 25 x F

p

Onde:

A = absorbância da amostra;

F = fator da curva de nitrito de sódio;

p = massa da amostra em gramas.

m g/mL de nitrato = (nitrito totais – nitrito) x 1,231

Onde:

1,231 = fator de conversão dos nitritos em nitratos.

Obs.:

1) Os nitritos são determinados a partir do filtrado desproteinizado e prosseguindo como descrito na metodologia de nitritos.

2) Usar água isenta de nitritos.

 

BIBLIOGRAFIA

CAMPOS,G.; CUNHA,M.R.R. Redução de nitrito a nitrato através de cádmio pelo método de coluna e da agitação mecânica. Belo Horizonte:Fundação Ezequiel Dias, s.d.(199-)(mimiog).

LARA,W.H; TAKAHASHI, M.Y; SILVEIRA, N.Determinação de nitritos e nitratos em conservas de carne. Revista do Instituto Adolfo Lutz, São Paulo. v.38,n.2.p.161-166,1978.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

SEN, N.P.; DONALDSON, B. Improved colorimetric method for determining nitrate and nitrite in foods. Journal Association of Anal. Chem.,v.61,n.6,p.1389-1394,1978.

W.H. TAKAHASHI; M.Y; SILVEIRA, N. Determinação de nitritos e nitratos em conservas de carne. Rev. Inst. Adolfo Lutz, São Paulo. v.38,n.2,p.161-166.1978.

 

 

 

NITRITOS

1. Princípio

Baseia-se na reação de diazotação de nitritos com ácido sulfanílico e copulação com cloridrato de alfa-naftilamina em meio ácido, formando o ácido alfa-naftilamino-p-azobenzeno-p-sulfônico de coloração rósea. O produto resultante é determinado espectrofotometricamente a 540 nm.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria;

Espectrofotômetro.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balões volumétricos de 50 e 250mL;

Béquer de 50mL;

Erlenmeyers de 250 ou 500mL;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Pipeta graduada de 5mL;

Pipetas volumétricas de 5, 10 e 20mL.

2.3. Reagentes:

Solução de tetraborato de sódio decahidratado (Na2B4O7.10H2O) a 5%;

Solução de ferrocianeto de potássio trihidratado (K4[Fe(CN)6].3H2O) a 15% (p/v);

Solução de sulfato de zinco heptahidratado (ZnSO4.7H2O) ou acetato de zinco dihidratado ((CH3COO) 2 Zn.2H2O) a 30% (p/v);

Solução de sulfanilamida (C6H8N2O2S) a 0,5% (p/v):

Dissolver 1,25 g de sulfanilamida em 250mL de solução de ácido clorídrico (1+1). A solução é estável por 1 a 2 meses;

Solução de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina (C12H16Cl2N2) a 0,5% (p/v):

Dissolver 0,5 g de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina em 100mL de água deionizada. Estocar em frasco âmbar sob refrigeração. A solução deve ser desprezada quando apresentar alteração da coloração;

Solução padrão estoque de nitrito de sódio (NaNO2) p.a..

a) Usando nitrito de prata (AgNO2) p.a.:

Pesar 0,5g de nitrito de prata e dissolver em 100mL de água quente. Transferir a solução, quantitativamente, para balão volumétrico de 1000mL. Pesar 0,25g de cloreto de sódio, adicionar ao balão, completar o volume e homogeneizar. Deixar decantar. Pipetar 5mL do sobrenadante para balão volumétrico de 100mL e completar o volume; 1mL desta solução corresponde a 10g de nitrito de sódio;

b) Usando nitrito de sódio:

Pesar 0,5g de nitrito de sódio de pureza mínima de 99% previamente seco por 24 horas em dessecador, transferir para balão volumétrico de 500mL e completar o volume. Pipetar 1mL da solução para balão volumétrico de 100mL e completar o volume, 1mL desta solução corresponde a 10 g de nitrito de sódio.

Curva padrão de nitrito de sódio:

Pipetar alíquotas de 0,25 - 0,5 - 0,75 - 1,0 - 1,5 - 2,0 e 2,5mL da solução de nitrito de sódio a 10 g/ml para balões volumétricos de 50mL. Adicionar, a cada um, 5mL de solução de sulfanilamida a 0,5%, aguardar 3 minutos e adicionar 3mL de solução de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina a 0,5%, agitando após cada adição. Completar o volume e homogeneizar. Deixar em repouso por 30 minutos e ler a 540 nm contra um branco dos reagentes. Calcular o fator F de correção da curva.

 

3. Procedimento

Pesar 10g de amostra homogeneizada em béquer de 50mL. Transferir para erlenmeyer de 500mL com o auxílio de 100mL de água deionizada quente. Adicionar 5mL solução de tetraborato de sódio a 0,5%. Deixar em banho-maria por 15 minutos, agitando frequentemente. Esfriar à temperatura ambiente. Com o auxílio de um funil e bastão de vidro, passar o conteúdo do erlenmeyer, quantitativamente, para balão volumétrico de 250mL. Lavar bem o erlenmeyer com aproximadamente 50mL de água deionizada quente (60ºC). Deixar esfriar. Adicionar 5mL de solução de ferrocianeto de potássio a 15% e 5mL de solução de sulfato ou acetato de zinco a 30%. Agitar por rotação após a adição de cada reagente e completar o volume com água. Filtrar em papel de filtro qualitativo. Transferir 10mL do filtrado para balão volumétrico de 50mL. Adicionar 5mL de solução de sulfanilamida a 0,5%, deixar reagir por 3 minutos, adicionar 3mL de solução de cloreto de alfa-naftiletilenodiamina a 0,5%, agitando após cada adição. Completar o volume com água deionizada e homogeneizar. Deixar em repouso por 30 minutos e ler a 540 nm. Fazer um branco correspondente.

 

4. Cálculos

m g/mL nitrito de sódio = A x 25 x F

p

Onde:

A = absorbância da amostra;

F = fator da curva de nitrito de sódio;

p = massa da amostra em gramas;

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II –Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.17:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

 

 

NITROGÊNIO TOTAL E PROTÍDIOS

Método - Kjeldahl

1. Princípio

Baseia-se na transformação do nitrogênio da amostra em sulfato de amônio através da digestão com ácido sulfúrico p.a. e posterior destilação com liberação da amônia, que é fixada em solução ácida e titulada. Pode-se expressar os resultados em protídios, multiplicando-se a porcentagem do nitrogênio total por fatores específicos.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Aparelho ou bloco digestor e destilador macro ou micro-Kjeldahl;

Balança analítica.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão de Kjeldahl de 800mL ou tubo de Kjeldahl de 100mL;

Béquer de 250mL;

Buretas de 25 ou 50mL;

Erlenmeyers de 125 ou 250mL;

Espátula;

Gral de porcelana com pistilo;

Papel indicador universal de pH;

Papel de pesagem (papel vegetal livre de nitrogênio);

Pipeta graduada de 1mL;

Pipetas volumétricas de 2 e 10mL;

Provetas de 50, 100 e 250mL;

Tenaz metálica ou pinça.

2.3. Reagentes:

Ácido sulfúrico (H2SO4) p.a.;

Anti-espumante (talco, parafina ou silicone);

Zinco granulado;

Mistura catalítica:

a) Sulfato de potássio (K2O4) p.a., sulfato de sódio anidro (Na2SO4) p.a. ou bissulfato de potássio (KHSO4) p.a.;

b) Sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) p.a.;

c) Misturar (a) e (b) na proporção de 10:1, triturando em gral de porcelana até obter um pó fino.

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 50% (p/v);

Solução de ácido bórico (H3BO3) a 4% (p/v).

Pesar 4 g de ácido bórico p.a., transferir para um béquer de 250mL, adicionar 80mL de água e aquecer sob agitação branda até dissolução. Resfriar, transferir para balão volumétrico de 100mL e completar com água. Filtrar se necessário;

Indicador misto:

Pesar 0,132 g de vermelho de metila (C15H15N3O2) e 0,06 g de verde de bromocresol (C21H14Br4O5S). Dissolver em 200mL de álcool etílico a 70% (v/v). Filtrar se necessário e guardar em frasco âmbar;

Obs: O indicador misto poderá ser incorporado à solução de ácido bórico a 4% na proporção de 8mL por litro.

Solução padrão de ácido sulfúrico (H2SO4) 0,1 N ou solução padrão de ácido clorídrico (HCl) 0,1 N.

Zinco metálico granulado.

 

3. Procedimento

3.1. Produtos de salsicharia, enlatados e gelatina:

Micro-Kjeldahl: 0,25 g;

Macro-Kjeldahl: 1,00 g.

3.2. Extrato de carne:

Micro-Kjeldahl: 2mL da solução estoque a 10% (p/v);

Macro-Kjeldahl: 10mL da solução estoque a 10% (p/v).

A) Micro-Kjeldahl

Digestão ou mineralização: Pesar em balança analítica ou pipetar volumetricamente a amostra de acordo com os itens de 3.1 e 3.2, transferir para tubo de Kjeldahl. Adicionar 2,5 g de mistura catalítica e 7mL de ácido sulfúrico p.a.. Aquecer em bloco digestor, a princípio, lentamente, mantendo a temperatura de 50ºC por uma hora ou dependendo das instruções do fabricante do bloco digestor. Em seguida, elevar gradativamente até atingir 400ºC. Quando o líquido se tornar límpido e transparente, de tonalidade azul-esverdeada, retirar do aquecimento, deixar esfriar e adicionar 10mL de água.

Obs: Para produtos muito gordurosos, digerir a amostra com adição de um anti-espumante.

Destilação:

Acoplar ao destilador o erlenmeyer contendo 20mL de solução de ácido bórico a 4% com 4 ou 5 gotas de solução de indicador misto. Adaptar o tubo de Kjeldahl ao destilador e adicionar a solução de hidróxido de sódio a 50% até que a mesma se torne negra (cerca de 20mL). Proceder à destilação, testando com papel indicador de pH até que não ocorra mais reação alcalina. A solução receptadora deve ser mantida fria durante a destilação. Titular com solução de ácido sulfúrico 0,1 N ou solução de ácido clorídrico 0,1 N até a viragem do indicador.

B) Macro-Kjeldahl

Digestão ou mineralização:

Pesar em balança analítica ou pipetar volumetricamente a amostra de acordo com os itens 3.1 e 3.2 e transferir para balão de Kjeldahl.

Adicionar 5g de mistura catalítica, 20mL de ácido sulfúrico p.a. e algumas pérolas de vidro ou pedaços de porcelana. Aquecer no digestor, a princípio, lentamente e depois fortemente até emissão de vapores brancos. Quando o líquido se tornar límpido, de tonalidade azul-esverdeada, retirar do digestor, deixar esfriar e adicionar 300mL de água.

Destilação:

Colocar 3 a 4 grânulos de zinco metálico no balão de digestão. Adicionar solução de hidróxido de sódio a 50% até que a solução se torne negra (em torno de 100mL). Receber o destilado em 25mL de solução de ácido bórico a 4% e 4 a 5 gotas de solução de indicador misto. Titular com solução de ácido sulfúrico 0,1 N ou solução de ácido clorídrico 0,1 N até a viragem do indicador.

 

4. Cálculos

% nitrogênio total = V x N x f x 0,014 x 100

p

% protídios =% nitrogênio total x F

Onde:

V = mililitros de solução de ácido sulfúrico 0,1 N ou solução de ácido clorídrico 0,1 N gastos na titulação, após a correção do branco;

N = normalidade teórica da solução de ácido sulfúrico 0,1 N ou solução de ácido clorídrico 0,1 N;

f = fator de correção da solução de ácido sulfúrico 0,1 N ou solução de ácido clorídrico 0,1 N;

p = massa da amostra em gramas;

F = fator de conversão da relação nitrogênio/proteína, de acordo com o produto:

Carnes e derivados F = 6,25;

Gelatina F = 5,55.

Obs.:

1) Fazer uma prova em branco com os reagentes;

2) Verificar as condições do aparelho de destilação com solução padrão de sulfato de amônio ((NH4)2SO4) p.a., cuja recuperação deve ser no mínimo 99,5% em nitrogênio.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.3-5:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

NORMAS analíticas do Instituto Adolfo Lutz: metodos químicos e físicos para análise de alimentos. 3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 1985. v.1. Cap.4,p.44-45:Determinações Gerais.

 

pH

1. Princípio

Fundamenta-se na medida da concentração de íons hidrogênio na amostra.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Agitador magnético;

Balança analítica;

pHmetro.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bastão de vidro;

Béqueres de 100 e 150mL;

Pipeta volumétrica de 10mL;

Proveta de 100mL.

2.3. Reagentes:

Solução tampão pH 7;

Solução tampão pH 4.

 

3. Procedimento

Ajustar o pHmetro com as soluções tampão pH 4 e 7.

Medir o pH da amostra preparada conforme os itens 3.1 ou 3.2.

3.1. Carne "in natura"

Pesar cerca de 50 g de amostra e homogeneizar com 20mL de água recentemente fervida e posteriormente resfriada.

3.2. Gelatina

Pesar 12,5 g de amostra e solubilizar em água quente adicionando cerca de 100mL.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.1,p.2:Carne bovina "in natura".

 

PONTO DE FUSÃO

1. Princípio

Fundamenta-se na propriedade da gordura de passar do estado sólido ao líquido em determinada faixa de temperatura, dependendo da sua composição em ácidos graxos.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Estufa;

Refrigerador.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Béquer de 250mL;

Bico de Bunsen;

Funil;

Papel de filtro qualitativo;

Termômetro com divisões de 0,01ºC e escala de leitura de 0 a 50ºC;

Termômetro com divisões de 0,1ºC e escala de leitura de 0 a 100ºC;

Tubo capilar aberto de 1x100 mm;

Tubo de ensaio ou tubo de Tiehle.

 

3. Preparo da amostra

Pesar cerca de 50 g de várias porções da amostra, fundir em estufa a 50 – 60ºC e filtrar com papel de filtro qualitativo.

 

4. Procedimento:

Introduzir a gordura fundida e filtrada em tubo capilar aberto de 1x100 mm, formando uma coluna de 1 a 2 cm de altura. Deixar em refrigerador por 4 a 6 horas para solidificar. Aquecer um béquer com água até que a temperatura alcance cerca de 10ºC abaixo do ponto de fusão da amostra. Colocar em um tubo de Tiehle o capilar, contendo a gordura, preso ao termômetro por um anel de borracha, ficando a coluna da amostra na altura do bulbo do termômetro e o tubo totalmente coberto pelo banho. Continuar o aquecimento de modo que a temperatura aumente 0,5ºC por minuto. Anotar a temperatura na qual a gordura se torna inteiramente transparente. Tanto a água do béquer como a do tubo de ensaio devem ser agitados constantemente no decorrer da determinação.

Obs.: O ponto de fusão poderá também ser determinado em aparelho para determinação de ponto de fusão, obedecendo as instruções de cada equipamento.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II –Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.8,p.5-6:Banha.

OFFICIAL methods of analysis 14th. ed. Arlington: Association of Official Analytical Chemists, 1984, Cap.28,p.505:Oils and Fats.

 

RESÍDUO MINERAL FIXO

1. Princípio

Fundamenta-se na eliminação da matéria orgânica e inorgânica volátil à temperatura de 550ºC. O produto obtido é denominado de resíduo mineral fixo.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Banho-maria ou placa aquecedora;

Forno mufla.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bico de Bunsen;

Cadinho de porcelana;

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidro;

Pinça de metal;

Pipeta graduada de 1mL;

Pipeta volumétrica de 10mL.

2.3. Reagentes

Água oxigenada (H2O2) a 3% (v/v) (10 volumes).

 

3. Procedimento

Aquecer o cadinho de porcelana em forno mufla a 550ºC durante 30 minutos, esfriar em dessecador e tarar. Pesar em balança analítica a amostra homogeneizada, conforme os itens 3.1 e 3.2. Levar o conjunto ao bico de Bunsen até a carbonização completa e a seguir ao forno mufla não ultrapassando 550ºC para evitar perda de cloretos. Incinerar até obter cinzas claras. Esfriar em dessecador e pesar. Não havendo clareamento das cinzas, adicionar 2 a 3 gotas de água, secar em placa aquecedora ou estufa à 105ºC e levar ao forno mufla. Esfriar em dessecador e pesar.

3.1. Produtos de salsicharia, carnes mecanicamente separadas, enlatados, charques e gelatina:

Pesar de 2 a 5 g de amostra e fazer secagem prévia em estufa a 80ºC por 2 horas.

3.2. Extrato de carne:

Pipetar volumetricamente 10mL da solução estoque a 10% (p/v) para cadinho de porcelana previamente tarado. Evaporar em banho-maria ou placa aquecedora.

 

4. Cálculos

% resíduo mineral fixo = 100 x p

      p'

Onde:

p = diferença em gramas entre a massa do cadinho com amostra antes e após calcinação;

p' = massa da amostra em gramas;

Obs.: Reservar o resíduo mineral fixo para determinação dos cloretos, cálcio e fósforo.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.15:Salsicharia.

MERCK. Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

TURBIDEZ

 

Método Espectrofotométrico

1. Princípio

Fundamenta-se na intensidade da radiação transmitida através das partículas em suspensão.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Fotômetro ou espectrofotômetro.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Balão volumétrico de 100mL.

 

3. Procedimento

Preparar uma solução da amostra a 25%. Fazer a leitura da transmitância em espectrofotômetro a 600 nm, usando água como branco.

 

4. Cálculos

Calcular a turbidez da amostra levando em conta que 95% de transmitância corresponde a 25% de turbidez e que 90% de transmitância corresponde a 50% de turbidez.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.Cap.14,p.1:Sal.

 

UMIDADE E VOLÁTEIS

1. Princípio

Fundamenta-se na perda de água e substâncias voláteis a uma temperatura determinada.

 

2. Material

2.1. Equipamentos:

Balança analítica;

Placa aquecedora;

Estufa.

2.2. Vidraria, utensílios e outros:

Bastão de vidro;

Béquer de 250mL;

Copo de alumínio de 250mL;

Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidro;

Pérolas de vidro com 3mm diâmetro;

Pesa filtro ou cápsula (de aço inoxidável, alumínio, porcelana ou níquel);

Pinça ou tenaz metálico.

 

3. Procedimento

Colocar o pesa filtro ou cápsula, copo de alumínio ou béquer em estufa a 105ºC durante 1 hora. Esfriar em dessecador e pesar. Pesar a amostra e levar à estufa conforme os itens 3.1 a 3.5 de acordo com a natureza do produto. Esfriar em dessecador e pesar. Repetir as operações de hora em hora até peso constante. As operações de pesagem devem ser feitas o mais rápido possível e a secagem deve ser conduzida sem que haja escurecimento da amostra.

3.1. Produtos cárneos (produtos de salsicharia, enlatados, charque e produtos curados e gelatina):

Peso da amostra: 5 g;

Temperatura da estufa: 105ºC;

Tempo até a primeira pesagem: 3 horas.

3.2. Extrato de carne:

Pipetar volumetricamente 10mL (1g) da solução estoque a 10% para cápsula, contendo pérolas de vidro, previamente dessecada homogeneizando com auxílio de bastão de vidro. Levar ao banho-maria ou placa aquecedora, com temperatura controlada até secura.

Temperatura da estufa: 105ºC;

Tempo até a primeira pesagem: 5 horas.

3.3. Carne mecanicamente separada:

Peso da amostra: 5g;

Temperatura da estufa: 85ºC;

Tempo até a primeira pesagem: 18 horas.

3.4. Toucinho, banha, sebo e óleos:

Utilizar copo de alumínio ou béquer;

Peso da amostra: 5g;

Temperatura da estufa: 105ºC;

Tempo até a primeira pesagem: 1 hora.

3.5. Bile concentrada:

Pipetar volumetricamente 10mL (1g) da solução estoque a 10% para cápsula, contendo pérolas de vidro, previamente dessecadas, homogeneizando com auxílio de bastão de vidro. Levar ao banho-maria ou placa aquecedora com temperatura controlada até secura.

Temperatura da estufa: 105ºC;

Tempo até a primeira pesagem: 5 horas.

 

4. Cálculos

% umidade e voláteis = 100 x p

    p'

Onde:

p = perda de massa em gramas;

p' = massa da amostra em gramas ou massa da amostra em gramas na alíquota.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981. Cap.2,p.1:Salsicharia; Cap.4,p.1:Extrato de Carne.

OFFICIAL methods of analysis 14th ed. Arlington: Association of Official Analytical Chemists, 1984. Cap.24, p.431: Meat and meat products.

 

SOLUÇÕES PADRÃO

Solução de ácido clorídrico (HCl) 1 N

Preparo da solução padrão

Medir 85mL de ácido clorídrico p.a. e transferir para balão volumétrico de 1000mL, completando o volume com água.

Fatoração

Colocar em estufa a 270ºC por 1 hora cerca de 15 g de carbonato de sódio anidro (NaCO3) p.a.. Resfriar em dessecador. Pesar exatamente 13 g do carbonato de sódio p.a. padrão primário, transferir para balão volumétrico de 250mL e completar o volume. Transferir uma alíquota de 25mL, volumetricamente, para erlenmeyer de 250mL, adicionar 2 gotas de solução de alaranjado de metila a 0,1% (p/v) ou solução de vermelho de metila a 0,2%. Titular esta solução com solução de ácido clorídrico 1 N, com agitação, até a solução de carbonato de sódio tornar-se fracamente rósea. Aquecer, com agitação até ebulição. Esfriar e continuar a titulação. Repetir a operação até que a coloração rósea não seja afetada pela ebulição constante. Calcular o fator de correção usando no mínimo a média de 3 determinações.

 

Cálculos

Fator de correção = .                  p            .

0,053 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de carbonato de sódio na alíquota usada para titulação;

V =mL de solução de ácido clorídrico gasto na titulação 1 N;

N = normalidade da solução padrão 1 N.

Obs.: O fator deve estar entre 0,9 a 1,1.

Fatoração da solução de ácido clorídrico 0,1 N e da solução de ácido sulfúrico 0,1 N com Tris (Hidroximetilaminometano) (C4H11NO3).

Deixar o reativo Tris (Hidroximetilaminometano) p.a. padrão primário, por 1 hora em estufa à 110ºC e esfriar em dessecador. Pesar exatamente 0,12114 g, adicionar 20mL de água, acrescentar 3 gotas da solução de vermelho de metila e titular com solução de ácido clorídrico 0,1 N. Calcular o fator de correção usando no mínimo a média de 3 determinações.

 

Cálculos

Fator de correção = .                  p            .

0,12114 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de Tris;

V =mL da solução de ácido clorídrico 0,1 N ou da solução de ácido sulfúrico 0,1 N gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

Solução de ácido oxálico (C2H2O4.2H2O) 1N.

Preparo da solução padrão

Pesar exatamente 63 g de ácido oxálico p.a. e transferir para frasco âmbar com rolha esmerilhada e adicionar água suficiente para 1000mL da solução. Agitar até a dissolução total.

Fatoração

Transferir com auxílio de pipeta volumétrica 25mL da solução de ácido oxálico para frasco erlenmeyer de 500mL, adicionar 200mL de água, transferir lenta e cuidadosamente pelas paredes do frasco 10mL de ácido sulfúrico p.a., agitar, aquecer e conservar à temperatura entre 50 a 60ºC, durante a titulação com a solução de permanganato de potássio (KMnO4) 1 N, até o aparecimento da cor rósea persistente durante 30 segundos.

 

Cálculos

Fator de correção = V1 x f

         V2

Onde:

V1 =mL de solução de permanganato de potássio 1 N gastos na titulação;

f = fator de correção da solução de permanganato de potássio 1 N;

V2 =mL da solução de ácido oxálico usados para a titulação.

 

Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 1 N

Preparo da solução padrão

Transferir 30mL de ácido sulfúrico p.a. para balão volumétrico de 1000mL contendo cerca de 500mL de água. Esfriar e completar o volume.

Fatoração

Proceder de modo similar à fatoração da solução de ácido clorídrico 1 N.

Cálculos

Fator de correção =                    p         

0,053 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de carbonato de sódio p.a.;

V =mL de solução de ácido sulfúrico 1 N gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

 

 

Solução de EDTA (sal dissódico) (C10H14N2Na2O8.2H2O) 0,1 M

Preparo da solução padrão

Pesar 40 g do sal dissódico de ácido etilenodiaminotetracético p.a. para balão volumétrico de 1000mL, dissolver com água e completar o volume. Guardar em frasco de polietileno.

 

Solução tampão de borato

Dissolver 40 g de borato de sódio (Na2B4O7.10H2O) p.a. e 10 g de hidróxido de sódio (NaOH) p.a. em água suficiente para 1000mL.

Fatoração

Pesar exatamente 0,2 g de carbonato de cálcio (CaCO3) p.a. padrão primário, previamente seco a 270ºC durante 1 hora, transferir para erlenmeyer de 250mL, adicionar solução de ácido clorídrico (1+1) até a dissolução do carbonato e ferver para eliminar o gás carbônico. Esfriar e neutralizar com solução de hidróxido de amônio (1+1). Usando 2 gotas de solução de vermelho de metila a 0,1% (p/v) como indicador, adicionar 1mL da solução tampão de borato e titular com solução de EDTA usando o indicador a seguir:

Indicadores - Negro de eriocromo T ou calcon ou calceína mista

Cálculos

Fator de correção =                    p         

0,10 x V x M

Onde:

p = massa em gramas de carbonato de cálcio;

V =mL de solução de EDTA gastos na titulação;

M = molaridade da solução padrão.

 

Solução de hidróxido de potássio (KOH) 1 N

Preparo da solução padrão

Pesar 56g de hidróxido de potássio p.a. e transferir para balão volumétrico de 1000mL, completar o volume com água recentemente fervida e resfriada, adicionar à solução gotas de solução saturada de hidróxido de bário (Ba(OH) 2.8H2O) p.a. até não formar mais precipitado. Conservar o frasco fechado por 12 horas, decantar o líquido claro para frasco de polietileno e manter protegida do gás carbônico.

Fatoração

Transferir volumetricamente 25mL da solução padrão de hidróxido de potássio preparada para erlenmeyer de 250mL e adicionar 50mL de água recentemente fervida e resfriada e 2 gotas de indicador vermelho de metila a 0,1% (p/v). Titular com solução de ácido clorídrico 1 N. A viragem passa do amarelo para o róseo.

 

Cálculos

Fator de correção = V1 x f

          V2

Onde:

V1 =mL da solução de ácido clorídrico 1 N gastos na titulação;

f = fator de correção da solução de ácido clorídrico 1 N;

V2 =mL de solução de hidróxido de potássio usados para a titulação.

 

Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 1 N

Preparo da solução estoque de hidróxido de sódio.

Preparar uma solução de hidróxido de sódio (1+1) com água recentemente fervida e acondicionar em frasco de polietileno. Deixar decantar os carbonatos por cerca de 10 dias.

Preparo da solução padrão

Transferir 54mL do sobrenadante da solução estoque de hidróxido de sódio para balão volumétrico de 1000mL e completar o volume com água recentemente fervida e resfriada.

Fatoração

Pesar exatamente 5g de biftalato de potássio (C8H5KO4) p.a. padrão primário, previamente seco em estufa à 110ºC por 2 horas. Transferir para erlenmeyer de 250mL e dissolver em 75mL de água recentemente fervida. Adicionar 2 gotas da solução de fenolftaleína a 1% (p/v) e titular com solução de hidróxido de sódio 1 N.

 

 

Cálculos

Fator de correção =                    p         

0,2042 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de biftalato de potássio;

V =mL de solução padrão de hidróxido de sódio gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

Solução de Iodo (I2) 1 N

Preparo da solução padrão

Pesar 200g de iodeto de potássio (KI) p.a. e transferir para balão volumétrico de 1000mL com 40mL de água. Pesar 127g de iodo e transferir para balão contendo o iodeto de potássio para a dissolução do iodo e completar o volume. Conservar em lugar fresco e com ausência de luz.

Fatoração

Transferir volumetricamente 25mL da solução padrão para erlenmeyer de 250mL e adicionar 75mL de água e titular com solução de tiossulfato de sódio (Na2S2O3.5H2O) 1 N até a coloração amarelo-claro, adicionar 2mL de solução de amido a 1% (p/v) e completar a titulação lentamente até total descoramento da solução.

Cálculos

Fator de correção = V1 x f

         V2

Onde:

V1 =mL da solução de tiossulfato de sódio 1 N gastos na titulação;

f = fator de correção da solução de tiossulfato de sódio 1 N;

V2 =mL da solução de iodo usados para a titulação.

 

Nitrato de mercúrio (II) (Hg(NO3) 2.H2O) 0,1 N

Preparo da solução padrão

Pesar exatamente 17,5g de nitrato de mercúrio (II) p.a. e dissolver em mistura de 5mL de ácido nítrico (HNO3) p.a. com 500mL de água, transferir para balão volumétrico de 1000mL e completar o volume.

Fatoração

Pesar exatamente 0,1 g de cloreto de sódio (NaCl) p.a. padrão primário, previamente seco à 110ºC por 2 horas. Dissolver em aproximadamente 75mL de água e acidificar com solução de ácido nítrico (1+4). Adicionar 1mL de solução alcóolica de difenilcarbazona (C13H12N4O) a 0,1% (p/v) e titular com a solução padrão preparada até a coloração róseo violácea.

 

Cálculos

Fator de correção =            p         

      58,5 x V x N

 

Onde:

p = massa em miligramas de cloreto de sódio;

V =mL da solução de nitrato de mercúrio (II) gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

Solução de nitrato de prata (AgNO3) 1 N

Preparo da solução padrão

Pesar 170g de nitrato de prata p.a. e transferir para balão volumétrico âmbar de 1000mL com rolha esmerilhada e completar com água.

Fatoração

Titular de preferência, por via potenciométrica. Não dispondo de equipamento, proceder da seguinte maneira:

Transferir uma porção de cloreto de sódio (NaCl) p.a. padrão primário, para cadinho de porcelana de 50mL, comprimir o sal na parede do cadinho e aquecer em mufla a 300ºC, por cerca de 2 horas. Resfriar em dessecador e transferir rapidamente para pesa-filtro (o cloreto de sódio é higroscópico). Pesar cerca de 1,45 g do sal para erlenmeyer de 100mL e adicionar cerca de 25mL de água e 1mL de solução de cromato de potássio (K2CrO4) a 5% (p/v) como indicador. Titular com solução de nitrato de prata 1 N até o aparecimento de cor castanho avermelhada.

 

Cálculos

Fator de correção =            p         

     0,585 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de cloreto de sódio usados para titulação;

V =mL de solução de nitrato de prata gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

Solução de permanganato de potássio (KMnO4) 1 N

Preparo da solução padrão

Pesar 32g de permanganato de potássio p.a. e transferir para béquer de 1500mL, adicionar 1100mL de água e levar à ebulição até que o volume seja 1000mL, esfriar e deixar em repouso por 2 a 3 dias. Filtrar através de cadinho de vidro sinterizado de porosidade fina, previamente lavado com ácido sulfúrico (H2SO4) p.a. e depois com água recentemente destilada. A solução poderá também ser filtrada através de lã de vidro preparado do mesmo modo que o cadinho. Deixar envelhecer por mais uma semana, guardar em frasco âmbar protegido da luz.

Fatoração

Secar o oxalato de sódio (C2Na2O4) p.a. padrão primário, em estufa a 110ºC por 2 horas e pesar em torno de 2g. Transferir para erlenmeyer, dissolver com 250mL de água, adicionar 7mL de ácido sulfúrico p.a. e aquecer até cerca de 70ºC. Titular com a solução padrão até o aparecimento da coloração rósea persistente por 15 segundos. A temperatura final da solução não deve ser menor que 60ºC.

 

Cálculos

Fator de correção =            p         

     0,067 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de oxalato de sódio;

V =mL da solução de permanganato de potássio gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

Solução de tiossulfato de sódio (Na2S2O3.5H2O) 1 N

Preparo da solução padrão

Pesar 250g de tiossulfato de sódio pentahidratado p.a. e transferir para o balão volumétrico de 1000mL, com água recentemente fervida e resfriada. Adicionar 0,01 g de iodeto de mercúrio II (HgI2) p.a. para estabilizar a solução, completar o volume e acondicionar em frasco âmbar.

Fatoração

Pesar 1,5 g de dicromato de potássio (K2Cr2O7) p.a. padrão primário, previamente seco em estufa de 140 a 150ºC durante 1 hora e transferir para erlenmeyer de 500mL contendo 100mL de água, 30 g de iodeto de potássio (KI) p.a. e 60mL de ácido clorídrico (HCl) p.a.. Deixar em repouso por 5 minutos em frasco fechado em ausência de luz.

Titular o iodo liberado com solução de tiossulfato de sódio até coloração amarelo-claro, adicionar 2mL de solução de amido (C6H10O5)n a 1% (p/v), continuar a titulação até a coloração mudar de azul esverdeado para verde pálido.

 

Cálculos

Fator de correção =                    p                     

0,049 x V x N

Onde:

p = massa em gramas de dicromato de potássio;

V =mL da solução de tiossulfato de sódio gastos na titulação;

N = normalidade da solução padrão.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.122p.

NORMAS analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físicos e químicos para análises de alimentos 3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 1985. 533p.

MERCK. Indicadores ácidos e bases. (catálogo)

MERCK, Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

MORITA, T; ASSUNPÇÃO, R,M.V. Manual de solução reagentes e solventes: Padronização, preparação, purificação. 2 ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1976. 627p.

VOGEL, A.I. Análise inorgânica quantitativa: Incluindo análise instrumental elementar. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1981. 690p.

 

SOLUÇÕES TAMPÃO

Solução tampão pH 4 de biftalato de potássio

(C8H5KO4) 0,05 M pH 4,00 (20ºC); 4,01 (25ºC) e 4,02 (30ºC).

Preparo da solução tampão

Secar o biftalato de potássio em estufa a 110ºC por 60 minutos. Esfriar em dessecador e pesar 10,21 + 0,05 g. Dissolver em água, transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000mL e completar o volume. Validade de 3 meses a temperatura de geladeira.

 

Solução tampão pH 7 de fosfato equimolar 0,05 M pH 6,88 (20ºC); 6,86 (25ºC) e 6,85 (30ºC).

Preparo da solução tampão

Secar hidrogenofosfato de potássio (KH2PO4) e hidrogefosfato dissódico (Na2HPO4.7H2O) em estufa a 130ºC por 2 horas e esfriar em dessecador. Pesar 3,40 g de dihidrogenofosfato de potássio e 3,55 de hidrogenofosfato dissódico. Dissolver em água, transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000mL e completar o volume. Validade de 3 meses a temperatura de geladeira.

 

PREPARO DE SOLUÇÕES INDICADORAS

Solução de alaranjado de metila (C14H14N3NaO3S)

Solução de alaranjado de metila a 0,1% (p/v) intervalo de viragem pH 3,1 a 4,4, respectivamente, vermelho a amarelo. Pesar 0,1 g de alaranjado de metila e dissolver em água quente suficiente para 100mL da solução.

 

Solução de amido (C6H10O5)n a 1% (p/v)

Pesar 1g de amido e transferir para béquer de 250mL, adicionar cerca de 15mL de água para formar uma pasta. Acrescentar água fervente, suficiente para completar 100mL mantendo em ebulição até resultar uma solução transparente. Esfriar. Usar sempre uma solução recentemente preparada.

 

Calceína mista

Misturar 0,2 g de calceína (C30H26N2O13), 0,12 g de timolftaleína (C28H30O4) e 20 g de nitrato de potássio (KNO3) p.a..

 

Calcon (C20H13N2NaO5S)

Misturar 1g de calcon em 100g de sulfato de sódio anidro (Na2SO4) p.a. ou de cloreto de sódio (NaCl) p.a..

 

Solução de fenolftaleína (C29H14O4) a 1% (p/v)

Intervalo de viragem pH 8,2 a 9,8 respectivamente incolor a vermelho. Pesar cerca de 1 g de fenolftaleína e dissolver em álcool etílico (C2H5OH) a 95% (v/v) suficiente para 100mL da solução. Conservar sob refrigeração.

 

Solução de Lugol

Triturar em gral de vidro 10 g de iodeto de potássio (KI) p.a. com 5 g de iodo (I2) p.a. pesados em balança, adicionando pequenas quantidades de água durante a operação e transferir a solução para balão volumétrico de 100mL. Completar o volume com água.

 

Negro de eriocromo-T (C20H12N3NaO7S)

Misturar 0,5 g de negro de eriocromo-T e 100 g de cloreto de sódio p.a. em gral de porcelana.

Solução de vermelho de fenol (C19H14O5S) a 0,1% (p/v)

Intervalo de viragem pH 6,4 a 8,2 de amarelo para vermelho.

Pesar 0,1 g de vermelho de fenol, adicionar 2,85mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N e triturar para solubilizar. Completar o volume até 100mL com água.

 

Solução de vermelho de metila (C15H15N3O2) a 0,2% (p/v)

Intervalo de viragem pH 4,2 a 6,3, respectivamente, vermelho a amarelo. Pesar 0,2 g de vermelho de metila e dissolver em álcool etílico (C2H5OH) a 95% (v/v) para 100mL da solução.

 

Solução de azul de metileno (C6H18ClN3S.H2O) a 1% (p/v)

Pesar 1g de azul de metileno, dissolver em água e completar o volume a 100mL.

Obs: Todas as soluções indicadoras deverão ser conservadas em frasco âmbar.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Agricultura. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Laboratório Nacional de Referência Animal. Métodos analíticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II – Métodos físicos e químicos. Brasília, 1981.122p.

NORMAS analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físicos e químicos para análises de alimentos 3. ed. São Paulo: Instituto Adolfo Lutz, 1985. 533p.

MERCK. Indicadores ácidos e bases. (catálogo)

MERCK, Reativos. Diagnóstica. Produtos químicos.1992/93. [S.l.], 1993. 1584p.

THE MERCK index. 10th ed. New Jersey, 1983.22p.

MORITA, T; ASSUNPÇÃO, R,M.V. Manual de solução reagentes e solventes: Padronização, preparação, purificação. 2 ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1976. 627p.

VOGEL, A.I. Análise inorgânica quantitativa: Incluindo análise instrumental elementar. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1981. 690p.

 

 

ESTE TEXTO NÃO SUBSTITUI O PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO DE 27/07/1999